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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sugeriu neste domingo (29) que permitirá a chegada de um navio petroleiro da Rússia a Cuba nesta semana, após ter ameaçado aplicar tarifas a países que enviassem petróleo à ilha caribenha.
No fim de semana, o jornal The New York Times havia noticiado que Washington teria autorizado a chegada do navio Anatoly Kolodkin, com 730 mil barris de petróleo bruto, ao porto de Matanzas. A agência France-Presse (AFP) informou que a previsão é que o petroleiro chegue a Cuba na terça-feira (31).
Em entrevista a jornalistas no Air Force One, o avião oficial da presidência americana, Trump confirmou que o navio está a caminho.
“Temos um petroleiro lá. Não nos importamos que alguém descarregue um navio [em Cuba], porque eles precisam sobreviver”, disse o presidente americano.
“Se um país quiser enviar petróleo para Cuba agora, não tenho problema nenhum. Prefiro deixar entrar, seja a Rússia ou qualquer outro, porque as pessoas precisam de aquecimento, refrigeração e todas as outras coisas necessárias”, acrescentou Trump.
No final de janeiro, Trump havia anunciado a aplicação de uma tarifa a países que exportarem petróleo para Cuba, alegando que a ilha comunista convida “adversários perigosos dos Estados Unidos” a instalar no seu território “bases militares e de inteligência sofisticadas que ameaçam diretamente a segurança nacional” americana.
Países que enviavam a commodity para o regime castrista, como o México, interromperam as exportações devido à taxa. Esse bloqueio, aliado ao veto americano a envios de petróleo venezuelano para Cuba desde a captura do ditador Nicolás Maduro em 3 de janeiro, agravou a crise energética na ilha, que vem sofrendo apagões diários.
Na sexta-feira (27), Trump disse que “Cuba será a próxima”, após as ações militares dos Estados Unidos na Venezuela e no Irã.











