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Os ministros das finanças e os governadores dos bancos centrais dos países do G20 se reúnem nesta segunda (31) e terça-feira (1º) em Asheville, Carolina do Norte, para discutir a situação econômica global com a prolongada guerra no Oriente Médio, que completou seis meses na última semana, e as recentes tarifas anunciadas pela Casa Branca.
O encontro ocorre dias depois do Departamento do Tesouro anunciar o Dia D econômico contra o Irã, visando terceiros países que ajudem o regime a se reerguer em meio ao conflito.
O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, agradeceu nesta segunda-feira à União Europeia (UE) e ao Banco Central Europeu (BCE) pelo apoio ao plano de sanções anunciado por Washington, que aumenta a pressão sobre os países que comercializam com Teerã. O governo americano deve ampliar sua estratégia para atrair parceiros para a nova frente.
Ao final de seu discurso na reunião dos ministros das Finanças do G20, o chefe da pasta econômica de Trump mencionou brevemente o apoio europeu à campanha para isolar ainda mais Teerã da economia global. "Quero agradecer à UE e ao BCE por sua forte declaração de apoio às nossas operações econômicas contra o regime iraniano", disse ele, sem dar mais detalhes.
Bessent antecipou em entrevista à Associated Press que a Casa Branca planeja impor sanções a mais um banco esta semana como parte de sua estratégia para intensificar o isolamento econômico do Irã. As novas medidas americanas visam cortar o acesso total do regime islâmico a fundos e financiamento.
O secretário do Tesouro disse ainda que os EUA manterão conversas com seus homólogos chineses durante a reunião do G20 e afirmou que "todas as opções estão sobre a mesa" em relação à possibilidade de impor sanções a Pequim por continuar suas compras do Irã.
Em meio à campanha econômica, ataques recíprocos foram retomados no Oriente Médio durante o fim de semana. Os EUA confirmaram sua primeira ofensiva contra alvos iranianos em um mês, atingindo a Ilha de Larak, no Estreito de Ormuz.
A ação militar teve como objetivo destruir mísseis carregados com minas marítimas que a Guarda Revolucionária Iraniana pretendia posicionar nessa via navegável estratégica para o transporte global de petróleo, de acordo com o Comando Central dos EUA (Centcom). O Irã retaliou contra alvos americanos na Jordânia e nos Emirados Árabes Unidos.
A tensão em torno do Estreito de Ormuz, por onde passa aproximadamente um quinto do petróleo transportado por via marítima no mundo, mantém os mercados de energia e as principais economias reunidas em Asheville em alerta máximo.
Outros temas que serão discutidos na cúpula
"Os principais temas da nossa presidência do G20 têm sido a aceleração do crescimento e o combate aos desequilíbrios globais", disse um funcionário do Departamento do Tesouro dos EUA, que afirmou que o governo do presidente Donald Trump colocou tanto o investimento corporativo quanto o papel proativo do setor privado no centro de sua agenda econômica.
Nesse contexto, o representante da Casa Branca destaca os efeitos "positivos" sobre o crescimento e o investimento do pacote de grandes cortes de impostos defendido por Trump e aprovado pelo Congresso no ano passado.
A dívida soberana será "outro tema central" durante a reunião em Asheville, segundo um comunicado do Departamento do Tesouro, que afirma que Washington defenderá "maior transparência e reestruturação mais rápida quando os países enfrentarem dificuldades".
Outras questões que devem ser detalhadas entre os líderes internacionais são os desequilíbrios fiscais entre as nações, bem como as criptomoedas e sua regulamentação, em um ambiente de crescente incerteza.




