Encontre matérias e conteúdos da Gazeta do Povo
Ucrânia

Tymoshenko é internada para interromper greve de fome

Ex-primeira-ministro se declarou em greve de fome após alegar ter sido agredida por agentes penitenciários durante sua mudança forçada a uma clínica para receber tratamento para uma hérnia de disco

Ambulância transportando a ex-primeira-ministra da Ucrânia Yulia Tymoshenko chega  hospital | REUTERS/Dmitry Neymyrok
Ambulância transportando a ex-primeira-ministra da Ucrânia Yulia Tymoshenko chega hospital (Foto: REUTERS/Dmitry Neymyrok)

A líder opositora ucraniana Yulia Tymoshenko, presa e em greve de fome há 20 dias, aceitou nesta quarta-feira ser transferida a um hospital para iniciar seu tratamento e finalizar seu protesto.

"As autoridades aceitaram sua exigência, e Tymoshenko foi internada. Hoje mesmo o doutor alemão Lutz Harms começa o tratamento para acabar com a greve de fome e iniciar o tratamento médico que requer seu grave estado", disse à Agência Efe o deputado e advogado de Tymoshenko, Sergei Vlasenko.

A líder opositora exigia desde o início de sua doença que o tratamento fosse dirigido e controlado por médicos independentes, especificamente por Luntz.

Após uma revisão médica da ex-primeira-ministra, efetuada na segunda-feira, Luntz advertiu, segundo Vlasenko, que "se o tratamento não fosse iniciado imediatamente as consequências poderiam ser nefastas e, certamente, não poderá recebê-lo sem antes interromper a greve de fome".

"Infelizmente, os médicos ucranianos estão sob pressão política. Por isso se veem obrigados a dizer, apesar de seu profissionalismo, que ela está saudável e não necessita de tratamento", disse o advogado, que junto a Yevguenia, a filha de Tymoshenko, compareceu ontem perante a imprensa para advertir do grave estado da líder opositora.

Yevguenia Tymoshenko disse na terça-feira que à simples vista sua mãe teria perdido dez quilos, sofrendo enjôos e perdas de consciência.

Tymoshenko, de 51 anos, se declarou em greve de fome após alegar ter sido agredida em 20 de março por agentes penitenciários durante sua mudança forçada a uma clínica fora da prisão para receber tratamento por conta de uma hérnia de disco.

A líder opositora ucraniana cumpre uma pena de sete anos de prisão por abuso de poder, delito do qual se declara inocente, e atualmente enfrenta um segundo julgamento por evasão tributária. Se condenada, Tymoshenko pode pegar outros 12 anos de prisão.

Você pode se interessar

Principais Manchetes

Receba nossas notícias NO CELULAR

WhatsappTelegram

WHATSAPP: As regras de privacidade dos grupos são definidas pelo WhatsApp. Ao entrar, seu número pode ser visto por outros integrantes do grupo.