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Campo de batalha

Ucrânia anuncia libertação de 26 cidades em ofensiva na frente leste da guerra

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Militares ucranianos da Brigada Azov da Guarda Nacional da Ucrânia operam um obuseiro autopropulsado 2P22 Bohdana em uma posição não divulgada perto da linha de frente na região de Donetsk, Ucrânia, em 12 de agosto de 2026. (Foto: TOMMASO FUMAGALLI/EFE/EPA)

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A Ucrânia anunciou nesta quarta-feira (12) a libertação de 26 localidades na frente leste da guerra com a Rússia, após uma operação que, segundo o comando militar ucraniano, se estendeu de 29 de janeiro a 12 de agosto. A ofensiva ocorreu no eixo de Oleksandrivka, que abrange partes das regiões de Dnipropetrovsk, Donetsk e Zaporizhzhia.

O presidente Volodymyr Zelensky afirmou que a operação teve como objetivo desorganizar a ofensiva russa e afastar as tropas de Moscou da região de Dnipropetrovsk. Segundo o comando das Forças de Assalto Aéreo, as tropas ucranianas também conseguiram expulsar infiltrados russos de áreas ocupadas desde o início da operação.

Zelensky afirmou ainda que 745 quilômetros quadrados foram libertados durante a ofensiva. O think tank ocidental Instituto de Estudos da Guerra (ISW, na sigla em inglês), por sua vez, estima a retomada de cerca de 625 quilômetros quadrados no eixo de Oleksandrivka e na parte norte do eixo de Hulyaipole. Embora tenha retornado ao controle ucraniano, toda essa região permanece sujeita a constantes ataques russos, especialmente por meio de drones e bombardeios de aviação.

O ISW avalia que os resultados ucranianos foram favorecidos por uma combinação de fatores, incluindo melhorias no planejamento operacional, ataques contra as defesas aéreas russas, intensificação dos ataques à logística, emprego de drones e o corte do acesso das forças russas ao Starlink em fevereiro.

A ofensiva ucraniana também pode estar afetando o avanço das tropas russas na frente sul, de Hulyaipole em direção a Zaporizhzhia. Isso ocorre porque Moscou teve que remanejar tropas para se defender do avanço ucraniano.

Contudo, até o momento, não há perspectiva de que a ofensiva ucraniana possa se intensificar. Isso porque Drapatyi, o novo comandante ucraniano, deve focar mais recursos em ações de defesa do que na libertação de territórios invadidos. A prioridade deve ser especialmente a região de Donetsk, onde está o cinturão de defesa ucraniano e onde os maiores combates da guerra estão acontecendo atualmente.

Conquistar o cinturão formado pelas cidades de Kostiantynivka, Druzkivka, Kramatorsk, Sloviansk e Lyman é a prioridade do governo de Vladimir Putin.

Como a Ucrânia conseguiu avançar

A ofensiva mencionada por Zelensky se refere a uma série de avanços ucranianos sobre territórios que haviam sido invadidos em 2025 pela Rússia nas províncias de Dnipropetrovsk e Zaporizhzhia.

No ano passado, as tropas russas avançaram rapidamente sobre essas regiões enquanto os ucranianos concentravam seus esforços em defender áreas mais ao norte da frente de batalha. Mas o equilíbrio da guerra mudou em 2026, quando a Ucrânia convenceu o bilionário Elon Musk a cortar o acesso das tropas russas à rede de satélites Starlink. Moscou usava a rede para controlar drones e fazer ataques de média e longa distância.

Após a decisão de Musk, só os ucranianos passaram a contar com o sinal de internet da Starlink. A Ucrânia passou então a investir mais em drones e aumentar os ataques às linhas de suprimento da frente de batalha russa. A vantagem ajudou na retomada de território na frente de Oleksandrivka, que engloba regiões de Dnipropetrovsk e Zaporizhzhia.

Como evidência do avanço, Kyiv apresentou imagens de tropas no terreno captadas por drones. Porém, a libertação do território ainda não foi confirmada com a presença de jornalistas internacionais no terreno. Em teoria, apenas imagens de drones não comprovam necessariamente a retomada definitiva do terreno.

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