Publicidade
Guerra no leste europeu

Ucrânia deixa de bombardear petroleiros em porto russo após pedido do vice de Trump

Vance ligou para Zelensky, manifestando preocupação com desestabilização ainda maior dos mercados de petróleo e prejuízos a empresas americanas (Foto: SHAWN THEW/EFE/EPA)

Ouça este conteúdo

A Ucrânia parou de realizar ataques com drones contra petroleiros em um porto estratégico da Rússia no Mar Negro, após um pedido nesse sentido feito pelo vice-presidente dos EUA, J.D. Vance, apontou uma reportagem do Financial Times.

Segundo o jornal britânico, autoridades ucranianas e outras fontes informaram que Vance fez a solicitação ao presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, durante um telefonema em 31 de julho.

A preocupação do governo Donald Trump era uma desestabilização ainda maior dos mercados de petróleo – já combalidos pela guerra no Irã – e prejuízos a empresas americanas que possuem participação no oleoduto Caspian Pipeline Consortium (CPC), que tem um terminal no porto russo de Novorossiysk que recebe petróleo bruto do Cazaquistão.

A Ucrânia concordou em não atacar a infraestrutura do CPC e embarcações não russas, desde que esses navios não estejam sujeitos a sanções ucranianas e não transportem petróleo ou outras cargas de origem russa, disseram as autoridades ouvidas pelo FT.

Uma autoridade americana confirmou ao jornal britânico que Vance fez o pedido. “O governo considera o CPC uma via vital para o escoamento de energia de origem cazaque para os mercados europeus, servindo como uma alternativa aos suprimentos de energia russos”, alegou.

A gestão Trump tem exercido um papel ambíguo em relação à guerra entre Rússia e Ucrânia. No ano passado, o presidente pressionou Zelensky para que aceite ceder à Rússia territórios que as forças de Moscou não conseguiram conquistar no campo de batalha, reduzir o tamanho das suas forças armadas e outras concessões. Kiev apresentou uma contraproposta, e desde então a negociação está paralisada.

Apesar da pressão sobre a Ucrânia para que aceite um acordo, o governo Trump segue enviando ajuda militar para o país através do programa PURL, por meio do qual outros integrantes da Otan estão pagando por armas americanas enviadas a Kiev, e o presidente dos Estados Unidos sinalizou em julho que concederia a licença para que os ucranianos fabriquem sistemas de defesa Patriot – porém, depois, manifestou dúvidas sobre a questão.

Trump também apoia um pacote de sanções contra a Rússia que está tramitando no Congresso americano e que prevê tarifas sobre importações de países que compram petróleo, urânio e gás natural russos, para pressionar o Kremlin a negociar um cessar-fogo com a Ucrânia.

Use este espaço apenas para a comunicação de erros

Principais Manchetes

Receba nossas notícias NO CELULAR

WhatsappTelegram

WHATSAPP: As regras de privacidade dos grupos são definidas pelo WhatsApp. Ao entrar, seu número pode ser visto por outros integrantes do grupo.