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O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, acusou a Rússia nesta terça-feira (3) de tentar se aproveitar do fato de o mundo estar prestando atenção nas midterms, as eleições de meio de mandato presidencial nos Estados Unidos, para realizar um grande ataque contra o país vizinho.
Segundo informações da agência Associated Press, um ataque a um centro de distribuição de ajuda e abrigo em Komyushuvakha, vilarejo na região de Zaporizhzhia, no sul da Ucrânia, deixou pelo menos 31 mortos nesta terça-feira e dezenas de pessoas ainda estão desaparecidas.
“A dimensão da tragédia é aterrorizante”, disse Mykhailo Semikin, chefe interino da administração militar regional, nas redes sociais. “Esta é uma das piores tragédias, em termos de número de vítimas civis, em nossa região desde o início da guerra em larga escala.”
No X, Zelensky informou que a ofensiva russa na noite de segunda para terça-feira também visou instalações de energia nas regiões de Odessa, Cherkasy, Zhytomyr, Vinnytsia, Kharkiv, Dnipro, Chernivtsi, Chernihiv e Rivne.
“Em Kharkiv, os russos atingiram diretamente um hospital clínico municipal. Setenta e três pessoas ficaram feridas, e o departamento de cardiologia, onde pacientes recebiam tratamento, foi danificado”, afirmou o presidente ucraniano, que disse que os russos lançaram 289 drones de ataque, 17 mísseis balísticos e 59 mísseis de cruzeiro contra o país.
“É bastante significativo que tudo isso esteja acontecendo justamente no dia das eleições legislativas nos Estados Unidos. Os russos acreditam que a América não notará esse sinal enviado por eles. Mas um terror como esse precisa ser notado — e interrompido”, escreveu Zelensky.
“A Ucrânia precisa de ajuda para defender seu espaço aéreo; caso contrário, a Rússia jamais cessará seus ataques com mísseis. É fundamental contribuir para a construção da paz de forma honesta e confiável, e os Estados Unidos têm condições de fazer isso”, acrescentou o mandatário ucraniano.
Em meio à expectativa da retomada das negociações de paz, a serem intermediadas pelos EUA, o governo Donald Trump aprovou na semana passada a venda de 500 mísseis do sistema de defesa área Patriot para a Ucrânia, após relatos de que Washington estaria retendo a autorização para que mísseis fossem repassados a Kiev por outros países.
Porém, Zelensky alertou que essas entregas podem levar “vários anos” para serem concretizadas.







