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Tensão e violência

Ucrânia rejeita possibilidade de diálogo com separatistas armados

Presidente interino da Ucrânia garantiu que a anistia prometida pelas autoridades será aplicada somente para aqueles que renunciarem à luta armada por sua própria vontade

Milicianos pró-Rússia vigiam edifício em Lugansk | EFE/Igor Kovalenko
Milicianos pró-Rússia vigiam edifício em Lugansk (Foto: EFE/Igor Kovalenko)

O presidente interino da Ucrânia, Alexander Turchinov, rejeitou nesta quinta-feira (8) a possibilidade de dialogar com separatistas pró-russos armados, mas se mostrou disposto a fazê-lo com as administrações regionais e os ativistas pacíficos.

"Estamos dispostos a debater com representantes de autoridades locais, ativistas de movimentos sociais, empresários das regiões de Donetsk e Lugansk, mas com os criminosos armados, que têm as mãos manchadas de sangue, os Estados civilizados não dialogam", disse o líder, citado por seu serviço de imprensa.

Turchinov garantiu que a anistia prometida pelas autoridades será aplicada somente para aqueles que "renunciem à luta armada por sua própria vontade, desocupem edifícios (de órgãos estatais)" assim como aos "que não estão envolvidos em assassinatos e outros crimes graves".

Além disso, Turchinov rejeitou o termo "operação de castigo" utilizado pelos pró-russos e o Kremlin em relação à ofensiva lançada pelas autoridades para resistir aos separatistas.

"As autoridades ucranianas nunca fizeram operações de castigo no leste do país. As forças da ordem protegem a vida e a saúde dos cidadãos em uma operação antiterrorista contra os criminosos que assassinam, torturam e sequestram nossos cidadãos", explicou.

Acrescentou que o objetivo de Kiev é "defender a integridade territorial do país e libertar as terras ocupadas".

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