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Pelo menos duas pessoas morreram e seis ficaram feridas em um grande ataque de drones ucranianos contra a região de Moscou. Segundo autoridades russas, cerca de 450 drones foram abatidos, mas uma refinaria de petróleo foi danificada, casas foram incendiadas e as operações nos aeroportos de Sheremetyevo e Vnukovo sofreram restrições temporárias. No total, autoridades russas afirmaram ter interceptado mais de 1.600 drones em diferentes áreas desde sábado.
O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, confirmou que a Ucrânia atingiu uma importante instalação petrolífera russa e um centro logístico. Segundo ele, os alvos representam bilhões de dólares destinados à manutenção da guerra russa. Trata-se do maior ataques de drones contra a região de Moscou desde o início da guerra.
Em resposta, autoridades ucranianas informaram que nove pessoas, incluindo três crianças, morreram em ataques russos nas regiões de Kiev e Sumy. Entre as vítimas estavam uma mãe e seus dois filhos, mortos em Fastiv, além de quatro pessoas que morreram quando um drone atingiu o carro em que viajavam na região de Sumy.
A Rússia também atacou um mosteiro na região de Kherson, matando um membro do clero e ferindo outros quatro. Os ataques fazem parte de uma recente intensificação dos bombardeios contra infraestruturas de energia, transporte e centros logísticos dos dois países.
A escalada ocorre apesar de Donald Trump ter afirmado que Rússia e Ucrânia haviam concordado em não atacar instalações de energia. Na sexta-feira, o presidente americano assinou uma lei que permite impor tarifas de até 100% aos principais compradores de petróleo e gás russos, como China e Índia. A invasão russa em larga escala da Ucrânia começou em fevereiro de 2022.



