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Proposta da Estônia

UE discute proibir soldados da Rússia que lutaram na Ucrânia de entrar em países do bloco

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A alta representante da União Europeia para Relações Exteriores, Kaja Kallas, durante conversa com jornalistas nesta quinta (29). (Foto: Olivier Hoslet/EFE/EPA)

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A União Europeia deve começar a debater a possibilidade de proibir a entrada, em países do bloco, de soldados da Rússia que participaram ativamente da guerra na Ucrânia. A discussão foi levada à mesa nesta quinta-feira (29) pelo governo da Estônia, durante uma reunião de ministros das Relações Exteriores do bloco em Bruxelas.

Segundo o ministro estoniano das Relações Exteriores, Margus Tsahkna, há preocupação com a possível chegada em massa de ex-combatentes russos à Europa no período pós-guerra na Ucrânia. Ele citou que tais soldados representam um perigo para a segurança do continente europeu.

“Não pode haver um caminho de Bucha até Bruxelas”, afirmou o ministro, ao defender uma política comum do bloco para impedir a entrada desses militares. Tsahkna fez referência ao massacre ocorrido na cidade ucraniana de Bucha, que foi ocupada por tropas russas no início do conflito.

Tsahkna afirmou que a Rússia conta hoje com um contingente elevado de combatentes e que parte significativa desse grupo representa uma ameaça à Europa.

“Temos cerca de um milhão de combatentes na Rússia. Muitos são criminosos e pessoas perigosas”, disse ele. De acordo com o chanceler, há informações de que muitos desses soldados pretendem se deslocar para países europeus após o fim da guerra na Ucrânia, cenário para o qual, na avaliação da Estônia, o bloco não está preparado.

O chanceler estoniano propôs a criação de uma espécie de lista comum para barrar a entrada em países do bloco de ex-combatentes russos de forma sistemática.

“Precisamos proteger a segurança europeia e fazer isso juntos”, declarou o chanceler, ao defender que a decisão não fique restrita a iniciativas isoladas de cada país.

A Estônia proibiu neste mês a entrada no país de 261 soldados russos que participaram diretamente da invasão em larga escala da Ucrânia. Agora, a ideia é ampliar essa política para todo o espaço europeu, especialmente para os países que integram o acordo de livre circulação Schengen.

Ao final da reunião em Bruxelas, a chefe da diplomacia europeia, Kaja Kallas, afirmou que a proposta apresentada pela Estônia recebeu apoio de vários Estados-membros, embora não tenha citado quais.

“Isso (a entrada de soldados russos em países da UE) representa um risco claro para a segurança da Europa”, disse. Segundo ela, os ministros do bloco concordaram em aprofundar a discussão e avaliar o nível de apoio à proposta da Estônia.

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