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Amir-Saeid Iravani, representante do Irã na ONU, declarou nesta terça-feira (7) que as ameaças de Trump de que "toda uma civilização morrerá hoje à noite" caso os países não cheguem a um acordo constituem "incitação a crimes de guerra e potencialmente genocídio".
Ele falou durante uma sessão do Conselho de Segurança sobre o Estreito de Ormuz, na qual China e Rússia vetaram uma resolução que previa o uso da força para reabrir a rota marítima.
Além do porta-voz do regime islâmico, diversos países e líderes mundiais reagiram à fala do líder americano. O Papa Leão XIV classificou nesta terça-feira a ameaça de Trump contra o povo do Irã como "inaceitável" e pediu às pessoas que façam "todo o possível" para evitar a escalada.
O pontífice americano, que fez essas declarações em italiano e inglês sem mencionar explicitamente Trump, pediu "oração, mas também que façamos nossas vozes serem ouvidas perante os legisladores americanos, para dizer que não queremos guerra, queremos paz".
O governo da Itália também se manifestou dizendo que a população civil do Irã “não pode e não deve pagar o preço pelos pecados de seus governantes”.
Em comunicado, o país ainda condenou as condutas desestabilizadoras de Teerã, citando os ataques com mísseis nos países do Golfo, "a sistemática e brutal repressão interna" e as "reiteradas intimidações" para bloquear o estreito de Ormuz, artéria para o comércio de petróleo mundial.
A França, por sua vez, disse por meio do ministro das Relações Exteriores, Jean-Noël Barrot, que "uma civilização não pode ser apagada" e alertou que a implementação do ultimato que Trump deu ao regime de Teerã levaria o mundo a uma "fase perigosa".
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