Ministra das Relações Exteriores e chefe das negociações com os palestinos, Tzipi Livni está prestes a se tornar a mulher mais poderosa de Israel desde Golda Meir, que foi primeira-ministra entre 1969 e 1974. Analistas revelam que seu ponto fraco é a inexperiência, com apenas dez anos de vida pública.
Nascida em Tel Aviv, em 1958, já serviu as Forças de Defesa de Israel (IDF, na sigla em inglês), e mais tarde foi membro da agência israelense de inteligência e operações especiais, o Mossad.
Advogada formada pela universidade de Bar-llan, exerceu a profissão em um escritório privado por dez anos antes de entrar na política. Chegou ao Knesset, o parlamento israelense, em 1999. Atuou como membro do partido Likud até 2005, quando fundou o partido Kadima juntamente com outras figuras políticas proeminentes, como o então primeiro-ministro Ariel Sharon e o próprio Ehud Olmert.
Seu pai, Eitan, comandou o grupo armado Irgun nos anos 40, antes da fundação de Israel, que lutava por um território exclusivamente judeu na Palestina e se recusava a dividir espaço com árabes.
Apesar da descendência histórica ultranacionalista, Livni teve papel importante na polêmica retirada de Israel na faixa de Gaza executada por Ariel Sharon. A ação foi vista como uma ação pragmática para preservar a maioria judia de Israel, ou até mesmo para conseguir um acordo de paz.



