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Venezuela chama ação dos EUA de “crime de guerra” e abre investigação para apurar “dezenas” de mortes

O Procurador-Geral da Venezuela, Tarek William Saab, anunciou a nomeação de funcionários para investigar "dezenas" de mortes durante ação dos EUA (Foto: EFE/ Ronald Peña R)

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O Procurador-Geral da Venezuela, o chavista Tarek William Saab, anunciou a nomeação de três funcionários de seu gabinete para investigar "dezenas" de mortes ocorridas durante o ataque militar dos EUA em Caracas e outras partes do país, segundo declarações divulgadas nesta terça-feira (6).

A operação surpresa americana na madrugada do último dia 3 culminou na captura do ditador Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores.

"Quero também informar (...) que nós, do Ministério Público, nomeamos três procuradores para investigar as dezenas de vítimas civis e militares inocentes que morreram em meio a este horrível crime de guerra, esta agressão sem precedentes contra a pátria venezuelana", declarou Saab durante uma cerimônia na qual notificou o Ministério Público, a Controladoria-Geral e a Procuradoria-Geral da República sobre a abertura de uma nova sessão parlamentar de cinco anos.

Até o momento, Caracas não especificou o número de feridos ou mortos na ação.

No domingo, o regime de Cuba afirmou que 32 militares cubanos que serviam na Venezuela morreram em "ações de combate" durante o ataque dos EUA em território venezuelano.

O ditador Miguel Díaz-Canel disse por meio das redes sociais que os militares de seu país estavam "cumprindo missões" em Caracas "a pedido de seus homólogos naquele país", sem fornecer mais detalhes.

O Ministério do Interior cubano indicou nas redes sociais que entre os mortos estavam membros das Forças Armadas Revolucionárias e de seu próprio departamento, onde muitos militares também trabalham, além de membros dos serviços de inteligência.

Pouco antes do anúncio de Havana, o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que "muitos do outro lado" morreram na operação para capturar Maduro, incluindo "muitos cubanos" que o protegiam.

Fontes venezuelanas citadas pelo The New York Times afirmaram que 80 pessoas foram mortas na operação no país sul-americano, enquanto autoridades de Washington disseram que meia dúzia de soldados americanos ficaram feridos, embora Trump tenha se recusado a confirmar os números.

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