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Regime chavista

Venezuela enviou US$ 5,2 bilhões em ouro à Suíça enquanto estava sob comando de Maduro

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O ditador Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores. (Foto: Miguel Gutiérrez / (EPA) EFE)

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A Venezuela transferiu para a Suíça ouro avaliado em cerca de US$ 5,2 bilhões enquanto o país estava sob o comando do ditador Nicolás Maduro, informou a agência Reuters nesta terça-feira (6). Os envios ocorreram principalmente entre 2013, quando Maduro assumiu o comando do país, e 2016, período marcado pelo agravamento da crise econômica venezuelana.

De acordo com a Reuters, a Venezuela enviou aproximadamente 113 toneladas de ouro à Suíça nesse intervalo, com origem no Banco Central da Venezuela. Os dados indicam que as exportações cessaram a partir de 2017, ano em que sanções da União Europeia (UE) passaram a atingir autoridades venezuelanas e foram posteriormente adotadas também pelo governo suíço.

Especialistas citados pela Reuters apontam que houve uma venda acelerada de ouro pelo Banco Central da Venezuela entre 2012 e 2016, em um esforço para sustentar a economia diante da queda abrupta das receitas do petróleo.

Segundo reportagens da emissora pública suíça SRF e da Euronews, o envio do ouro ocorreu em um contexto de forte deterioração das contas públicas e escassez de moeda forte. À época, o regime venezuelano reduziu suas reservas metálicas para obter liquidez, vender parte do ouro no mercado internacional e usar outra parcela como garantia em operações financeiras e renegociação de dívidas.

A Euronews relata que, ao longo de cerca de cinco anos, Caracas chegou a transportar até 127 toneladas de ouro para refinarias suíças, que desempenham papel central no mercado global por transformar o metal em barras certificadas no padrão internacional conhecido como “Good Delivery”, facilitando sua comercialização e circulação financeira.

Segundo a análise da emissora suíça RTS, parte do ouro venezuelano refinado na Suíça teria sido posteriormente transferida para outros centros internacionais, como o Reino Unido, além de vendas direcionadas a países como a Turquia. À época das remessas, essas operações não violavam sanções internacionais em vigor.

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