Protestos de 2014 fortaleceram a oposição venezuelana. Presidente Maduro terá duro tese nas eleições de dezembro | JS/TY/Carlos Garcia Rawlins
Protestos de 2014 fortaleceram a oposição venezuelana. Presidente Maduro terá duro tese nas eleições de dezembro| Foto: JS/TY/Carlos Garcia Rawlins

As eleições para o Parlamento da Venezuela serão realizadas em 6 de dezembro, anunciou nesta segunda-feira (22) a presidente do Conselho Nacional Eleitoral do país, Tibisay Lucena.

O anúncio da data acontece após meses de rumores de que o pleito seria adiado ou não aconteceria. A definição do dia era uma das principais exigências da oposição ao presidente Nicolás Maduro.

Em coletiva, Lucena negou que houvesse qualquer intenção do governo venezuelano de impedir a eleição de novos deputados da Assembleia Nacional e considerou os rumores um boato para “desprestigiar” o órgão eleitoral.

“Foi uma criação de uma realidade virtual nas redes sociais gerada por pequenas agrupações que pretendem ser políticas e que querem impor sua vontade a todo custo”, disse.

Os candidatos terão que se inscrever entre 3 e 7 de agosto, enquanto a campanha eleitoral irá de 13 de novembro até as 12h de 3 de dezembro, três dias antes da abertura das urnas.

A eleição será um teste de forças entre Maduro e a oposição. O presidente é afetado pela crise econômica do país, provocada pelas medidas do governo e pela queda do preço do petróleo, e pelo desabastecimento de produtos básicos.

Por outro lado, seus adversários tentarão capitalizar nas urnas o apoio obtido durante os protestos que deixaram 43 mortos no país em 2014 e após a prisão de alguns de seus líderes, como Leopoldo López e Daniel Ceballos.

Os oposicionistas da MUD (Mesa de Unidade Democrática) já escolheram seus candidatos ao pleito em primárias realizadas em maio, enquanto o Partido Socialista Unido da Venezuela deverá definir seus postulantes no final de junho.

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