Uma organização judaica tem pressionado o governo francês para que o nome de o pequeno vilarejo de La-Mort-Aux-Juifs, nos arredores de Paris mude seu nome, cuja tradução é "morte aos judeus".
"O fato do nome do vilarejo ter passado despercebido por 70 anos desde a liberação da França da ocupação nazista é o mais chocante", declarou Shimon Samuels, diretor do Centro Simon Wiesenthal, em comunicado ao Ministério francês do Interior.
Mas Marie-Elizabeth Secretand, vice-prefeita de Courtemaux, cidade onde está o vilarejo, resiste à mudança do nome, alegando que a tradição deve ser respeitada.
"Isso é ridículo. Esse nome sempre existiu", afirma Secretand. "É claro que ninguém tem nada contra os judeus. Não é nenhuma surpresa que essa polêmica surja. Por que mudar um nome que data da Idade Média, ou até mesmo de um período anterior? Devemos respeitar os nomes antigos."
Secretand também nota que o conselho municipal recebeu uma petição para mudar o nome do vilarejo - formado por duas casa e uma fazenda - há 20 anos, mas o pedido foi negado.
Ainda assim, Samuels pede uma mudança de nome devido ao "atual aumento nas expressões públicas e violentas de antissemitismo", alegando que a mudança será vantajosa para o vilarejo. Samuels afirma que os valores imobiliários em La-Mort-Aux-Juifs são 14,1% menores do que a média de Courtemaux.
Em maio, uma cidade espanhola chamada Castrillo Matajudios ("Fortaleza de matadores de judeus") mudou seu nome para Mota de Judios ("Colina dos judeus").



