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agravamento

Violência do tráfico aumenta no México antes da chegada de Obama

O mês passado foi o mais violento da ofensiva de quase três anos do presidente Felipe Calderón aos poderosos cartéis espalhados pelo México. Foram 850 mortes, de acordo com os números da imprensa

As quadrilhas mexicanas estão matando os rivais do tráfico de drogas em número recorde, num grande revés para o governo, que buscará mais apoio do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, quando ele visitar o país neste fim de semana.

Corpos queimados, tiroteios à luz do dia e crianças mortas são acontecimentos diários desde o Caribe mexicano até a fronteira desértica com os EUA, mesmo com o Exército colocando os soldados e a polícia de elite nas ruas das cidades.

O mês passado foi o mais violento da ofensiva de quase três anos do presidente Felipe Calderón aos poderosos cartéis espalhados pelo México. Foram 850 mortes, de acordo com os números da imprensa.

O total de mortes até agora este ano fica ao redor de 4 mil, cerca de um terço a mais que o mesmo período em 2008, apesar de uma breve calmaria no começo deste ano.

O México conseguiu interromper o fornecimento de cocaína e fazer importantes prisões, mas alguns dos principais traficantes continuam soltos e mais de 13 mil pessoas morreram em razão da violência do tráfico desde que Calderón assumiu o poder, em dezembro de 2006.

"Estamos numa fase muito decisiva, muito intensa. Não há solução rápida", disse Hector Garcia, o principal procurador federal no Estado de Chihuahua, na fronteira com o Texas, onde aconteceu mais de um terço das mortes do México este ano.

O auxílio anti-drogas norte-americano é lento e a guerra do tráfico afasta o investimento estrangeiro ao mesmo tempo em que o México sofre uma profunda recessão econômica.

A polícia encontrou nove corpos torturados em dois veículos utilitários esportivos em Ciudad Juarez na quarta-feira. A maioria dos habitantes da cidade que já foi famosa por sua vida noturna teme sair de casa e os turistas norte-americanos já não cruzam tanto a fronteira para frequentar os bares locais.

"Esta é uma situação sem precedentes, mas não acho que nossas operações sejam um fracasso", disse Garcia à Reuters na cidade, o front mais violento da guerra contra as drogas no México, onde 10 mil soldados e policiais têm sido incapazes de conter as mortes olho por olho, dente por dente.

Obama viajará para a cidade de Guadalajara, no oeste do país, para sua primeira cúpula de líderes norte-americanos com Calderón e o primeiro-ministro canadense, Stephen Harper, no domingo.

Obama prometeu apoio total a Calderón na guerra contra as drogas durante uma visita em abril, mas o México reclama que o equipamento e o treinamento norte-americano prometido pelo governo Bush num plano de 1,4 bilhão de dólares está demorando muito para chegar.

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