Nova Iorque - O presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, afirmou ontem que se encontrará amanhã com o governo interino de Roberto Micheletti, na Costa Rica. O encontro foi anunciado após reunião com a secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, em Washington. Hillary indicou o presidente da Costa Rica, Oscar Arias, para atuar como mediador do conflito.
Arias foi o vencedor do Prêmio Nobel da Paz em 1987 pelo papel que desempenhou para ajudar a por fim a guerras civis na América Central. Segundo Zelaya, a reunião servirá para "planejar a saída dos golpistas''. O governo de Micheletti afirma que mantém a posição de que Zelaya não deve voltar ao poder porque é acusado de 18 crimes.
Além de indicar um mediador para o conflito, os EUA congelaram a ajuda para programas humanitários em Honduras. A legislação norte-americana proíbe a concessão deste tipo de auxílio em situações como esta.
Na Rússia, o presidente Barack Obama condenou o golpe de Estado, apesar das divergências em relação ao governo de Zelaya. "Os EUA apoiam agora a restauração do presidente de Honduras eleito democraticamente, apesar de ele ter se oposto fortemente a políticas norte-americanas'', disse. E acrescentou: "Nós fazemos isso porque respeitamos o direito universal das pessoas de escolher seus próprios líderes'', disse.
O presidente da Corte Suprema de Honduras, Jorge Alberto Rivera, disse que o Congresso hondurenho poderia aprovar uma anistia política a Zelaya. A medida, disse o magistrado, acabaria com as 18 acusações que pesam contra o presidente deposto.



