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Opinião 1

A importância da formação tecnológica

Não é de hoje que vem sendo discutida na mídia nacional a falta de mão de obra no Brasil. Diante desse cenário, as vagas de emprego que poderiam estar ocupadas seguem sem pessoas qualificadas para preenchê-las. Uma pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI) revelou que a falta de mão de obra prejudica 69% das indústrias brasileiras.

Como podemos mudar essa situação? Os cursos superiores de tecnologia (CSTs) apresentam-se como uma das opções para quem quer estudar e, em menos tempo, ter qualificação técnica para exercer uma profissão. Isso porque eles têm como principal objetivo preparar o aluno para o mercado de trabalho, oferecendo disciplinas e atividades de ensino que, por meio de conhecimentos específicos e aulas práticas, capacite para a atuação profissional.

Diante disso, não é à toa que a busca por cursos tecnológicos no Brasil aumentou mais no último ano que a pelos cursos de bacharelado. Segundo dados do Censo da Educação Superior divulgados pelo MEC, o crescimento no número de matrículas nessa área foi de 11,4% em 2011 na comparação com 2010. No mesmo período, os cursos de bacharelado tiveram aumento de 6,4% na procura e os de licenciatura, de 0,1%.

É preciso destacar que esse tipo de formação, infelizmente, ainda sofre certo preconceito no Brasil. Mas, como sempre, só pensam assim pessoas desinformadas sobre a eficácia dos CSTs, uma vez que há interesse nesse tipo de formação por todas as partes envolvidas.

O professor, por sua vez, dedica-se a passar o máximo de conhecimento para que o aluno consiga entrar no mercado de trabalho. O aluno está ansioso por aprender as técnicas de uma profissão. Já o empresário está em busca de pessoas qualificadas para preencher as vagas de trabalho. Assim, por que não optar por esta formação?

O ensino profissional deve ser visto como um fator estratégico de competitividade e desenvolvimento humano na economia brasileira. Apesar dos desafios encontrados para esse tipo de educação, como o já citado preconceito ou o financiamento para o ensino técnico, é preciso buscar formas de incentivar o avanço desta metodologia de ensino se quisermos avançar economicamente no nosso país.

Cada vez mais as exigências aumentam em relação ao nível dos profissionais contradados. E os cursos de tecnologia são uma opção por ter um forte lado prático e durar em média dois anos, antecipando a entrada dos alunos no mercado de trabalho.

A grande vantagem desses cursos está no currículo focado nos conhecimentos, habilidades e competências necessários ao exercício da profissão. Um aluno egresso do curso de Gestão Financeira, por exemplo, terá em torno de 15 disciplinas específicas de finanças em um total de 24 disciplinas – ou seja, 62,5% de disciplinas voltadas ao exercício da área técnica de domínio.

Estamos com a economia aquecida, mas não podemos deixar de lembrar que a taxa de desemprego encerrou 2011 em 6% e, para este ano, segundo a equipe da Rosenberg e Associados, é provável que o indicador tenha uma alta para 6,7%. A educação não pode e nem deve ficar alheia a essas transformações. Por isso, são necessários cursos que favoreçam a perspectiva de melhoria de vida e facilitem o acesso de jovens e adultos no mercado de trabalho, o principal objetivo dos cursos tecnológicos.

Elton Ivan Schneider é coordenador do curso superior de Tecnologia em Gestão Financeira do Centro Universitário Uninter.

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