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O setor que gerou mais empregos é o de serviços, com a abertura de 93,4 mil vagas abertas nas micro e pequenas empresas, de um total de 117 mil postos apurados pelo Caged.
Imagem ilustrativa.| Foto: Marcelo Andrade/Arquivo/Gazeta do Povo

Ao abordar a dinâmica da geração de empregos formais, as micro e pequenas empresas são importantes para a economia brasileira, além de serem responsáveis ​​por mais da metade das oportunidades profissionais do país. Um dos destaques é que os empreendimentos desse segmento são menos propensos a demitir, pois operam com número menor de colaboradores.

O Microempreendedor Individual (MEI) pode contratar apenas um funcionário com remuneração de um salário-mínimo ou o piso da categoria, enquanto a Microempresa (ME) pode ter até nove pessoas no quadro de colaboradores no caso de empresas de comércio ou serviços, e até 19 profissionais, na indústria e na construção civil.

As Micro e Pequenas Empresas são responsáveis por 54% dos empregos no Brasil e fundamentais para a geração de renda. Elas representam 99% do total de empresas privadas, respondem por 27% do Produto Interno Bruto brasileiro e foram responsáveis por 78% das vagas com carteira assinada no ano passado.

Vale lembrar que dos empregos formais registrados no Ministério do Trabalho pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), 2,1 milhões vieram desses pequenos negócios.

No ano passado, de cada 10 empregos, a micro e pequena empresa gerou oito desses. Para concentrar a geração de vagas, o setor tem algumas características particulares, como contratar mais e demitir menos, além de manter uma relação muito mais próxima com o contratado.

Enquanto muitas empresas perderam grande parte do faturamento em virtude das medidas de isolamento adotadas para conter a pandemia da Covid-19, outras tiveram um aumento considerável nas vendas dos produtos e serviços. Mas, elas têm em comum a necessidade de se reinventar para tentar recuperar o faturamento ou para aproveitar a expansão dos negócios.

Com o aumento da inflação, o Banco Central tem aumentado a taxa de juros para frear o aumento dos preços. Esse cenário não é uma boa notícia para os negócios, visto que diminui o poder de compra dos consumidores, isto é, o dinheiro passa a valer menos. Com o avanço da vacinação por todo o país, há uma retomada dos negócios e da dinâmica econômica nos milhares de municípios brasileiros. Ter informações sobre o desafio que está à frente é fundamental para que as empresas possam se preparar.

Agostinho Varandas é professor de administração da Faculdade Presbiteriana Mackenzie Rio.

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