i

O Sua Leitura indica o quanto você está informado sobre um determinado assunto de acordo com a profundidade e contextualização dos conteúdos que você lê. Nosso time de editores credita 20, 40, 60, 80 ou 100 pontos a cada conteúdo – aqueles que mais ajudam na compreensão do momento do país recebem mais pontos. Ao longo do tempo, essa pontuação vai sendo reduzida, já que conteúdos mais novos tendem a ser também mais relevantes na compreensão do noticiário. Assim, a sua pontuação nesse sistema é dinâmica: aumenta quando você lê e diminui quando você deixa de se informar. Neste momento a pontuação está sendo feita somente em conteúdos relacionados ao governo federal.

Fechar
A matéria que você está lendo agora+0
Informação faz parte do exercício da cidadania. Aqui você vê quanto está bem informado sobre o que acontece no governo federal.
Que tal saber mais sobre esse assunto?
Artigo

A Assembleia Geral da ONU e o recuo do multilateralismo

  • PorAndré Frota
  • 28/09/2020 19:39
Jair Bolsonaro
Jair Bolsonaro durante gravação de discurso para a ONU.| Foto: Marcos Corrêa/PR

O presidente Jair Bolsonaro abriu a 75.ª Assembleia Geral das Nações Unidas em 22 de setembro. Pela primeira vez na história da organização, a plenária da Assembleia Geral estava sem os participantes presentes. Os discursos presidenciais foram transmitidos ao vivo pela tela em Nova York.

Essa fotografia retrata o aniversário de 75 anos de criação da organização. Uma configuração do sistema internacional marcada por uma rivalidade crescente entre EUA e China, somada à falta de respostas e de consenso em torno dos mecanismos multilaterais de concertação política, como a ONU, a OMS e a OMC.

A base que orientou a criação das organizações internacionais foi influenciada pelos impactos nefastos das duas grandes guerras mundiais. A função dessas instituições é diminuir a desconfiança, aumentar o diálogo, aproximar os opostos, construir parcerias e, sobretudo, evitar o confronto armado.

Passados 75 anos de criação das Nações Unidas, a comunidade internacional deixou de lado mudanças que teriam permitido uma nova onda de cooperação entre as nações, como a reforma do Sistema ONU e a configuração dos membros do Conselho de Segurança, o financiamento multilateral das operações de paz, os acordos multilaterais de comércio no âmbito da Organização Mundial do Comércio (OMC) e o engajamento dos países aos acordos-quadro, orientados para limitação das emissões de dióxido de carbono.

Os desafios que a humanidade enfrenta são incompatíveis com o baixo grau de cooperação entre as nações. Mudanças climáticas, contaminação biológica, crise econômica, desigualdade social, migrações forçadas, fome e miséria. Os problemas têm realidades práticas locais. No entanto, sua abrangência é global. Esse desencontro entre indivíduos, chefes de Estado e comunidade internacional impede que soluções cooperativas sejam elaboradas. A falência de uma sociedade internacional é o reflexo da fórmula autocentrada de solução de problemas.

A visão ultranacionalista, antropocêntrica e individualizada é incompatível com os problemas que atingem a humanidade. Essa fórmula já foi testada na Primeira e na Segunda Guerra Mundial, assim como na Guerra Fria. Essa deveria ser a história do século 20, não a do século 21.

André Frota é professor de Relações Internacionais e de Geociências no Centro Universitário Internacional Uninter.

Deixe sua opinião
Use este espaço apenas para a comunicação de erros
Máximo de 700 caracteres [0]

Receba Nossas Notícias

Receba nossas newsletters

Ao se cadastrar em nossas newsletters, você concorda com os nossos Termos de Uso.

Receba nossas notícias no celular

WhatsApp: As regras de privacidade dos grupos são definidas pelo WhatsApp. Ao entrar, seu número pode ser visto por outros integrantes do grupo.

Comentários [ 0 ]

O conteúdo do comentário é de responsabilidade do autor da mensagem. Consulte a nossa página de Dúvidas Frequentes e Política de Privacidade.