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A Europa está em chamas – será que os Estados Unidos serão os próximos?

Manifestante lança objetos contra um carro em chamas durante protestos em Paris. (Foto: MOHAMMED BADRA/EFE/EPA)

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Um violento fim de semana de protestos marxistas-islamistas abalou a Europa, de Portugal à Itália. A maior carnificina ocorreu na França, onde manifestantes incendiaram a venerada e arquitetonicamente deslumbrante prefeitura de Limoges. O edifício histórico de 143 anos é um monumento nacional protegido. Seu telhado desabou e sua icônica torre sineira ruiu em meio às chamas. Será que esse tipo de caos está a caminho da América?

Minha mais recente pesquisa da Liga dos Trabalhadores Americanos, no estado decisivo do Arizona, mostra claramente que os americanos rejeitam a migração em massa e o extremismo filosófico que atualmente afligem a Europa. No entanto, os riscos aqui são muito reais.

Infelizmente, as tendências atuais sugerem que a crescente aliança “vermelho-verde” entre esquerdistas radicais e islamitas radicais nos Estados Unidos pode produzir exatamente esse tipo de desordem e destruição aqui, se não estivermos vigilantes – e se as eleições iminentes forem desfavoráveis aos candidatos nacionalistas.

Essa nova aliança marxista-jihadista torna-se mais visível à medida que as eleições de meio de mandato se aproximam. Na semana passada, a deputada Alexandria Ocasio-Cortez, democrata de Nova York e declaradamente socialista, percorreu Michigan em campanha com o candidato muçulmano pró-lei islâmica Abdul El-Sayed e destinou US$ 1 milhão para sua candidatura ao Senado contra o republicano Mike Rogers. Este é o mesmo Abdul El-Sayed cuja campanha está sendo prejudicada por declarações antigas de sua meia-irmã, que afirmou que sua família “há muito tempo faz parte da Irmandade Muçulmana”, uma organização considerada terrorista.

É inegável que essas facções políticas formam uma aliança política peculiar e discordam claramente em muitos assuntos, especialmente em questões sociais. Então, o que une essa nova e perigosa fusão?

Um inimigo comum. Ambos odeiam a civilização ocidental. Por sua vez, desprezam os Estados Unidos porque o país é, nas palavras do presidente Donald Trump, o “ápice de milhares de anos de civilização ocidental”. Também detestam o cristianismo como a fonte dessa visão de mundo nos últimos dois milênios.

Assim, pelo menos por enquanto, eles formam uma aliança instável, porém formidável, para destruir, suprimir e forçar a submissão. Eles buscam o poder político tanto pela força quanto pela migração em massa.

Como um novo Khmer Vermelho, os niilistas de esquerda querem nos levar de volta ao “Ano Zero” e extinguir a história e a tradição. Essa visão de mundo tóxica os leva a profanar e incendiar os edifícios e as obras de arte mais preciosos do cânone ocidental.

Ao cometerem esses atos hediondos, vestem camisetas de Che Guevara e agitam bandeiras muçulmanas nas cidades da outrora cristã Europa. Em séculos passados, os bravos líderes europeus arriscaram tudo para salvar o continente dos mouros e dos sultões. Agora, a classe dominante europeia tolera e até mesmo incentiva os saqueadores. Será que os Estados Unidos serão diferentes?

Claramente, os eleitores exigem uma abordagem totalmente diferente. Em primeiro lugar, quanto ao radicalismo dos europeus, os eleitores nesta pesquisa do Arizona rejeitam veementemente o socialismo como plataforma de governo. O capitalismo obtém um índice de aprovação líquida positivo de 36%, enquanto o socialismo cai para um índice de aprovação líquida negativo de 34%.

Essa enorme diferença de 70 pontos percentuais mostra que o povo americano não se voltou em massa contra a economia de mercado. Mas – e este ponto é crucial – eles desaprovam amplamente a trajetória econômica atual, com apenas 17% afirmando que sua situação financeira melhorou no último ano.

Assim, esta pesquisa apresenta resultados mistos e aponta para a necessidade urgente de pôr fim à guerra contra o Irã e retomar a tarefa de restaurar a prosperidade interna em larga escala.

Em relação à imigração, esta pesquisa comprova que os americanos estão fartos da migração em massa, especialmente da imigração islâmica. No geral, apenas 20% dos habitantes do Arizona afirmam que a imigração tornou nossa sociedade melhor. Esse é um número surpreendentemente baixo para um estado fronteiriço. Questionados especificamente sobre a imigração islâmica, apenas 17% dizem que ela tornou os Estados Unidos melhores.

A intensidade dessas respostas também importa muito. Em relação à imigração muçulmana em massa, apenas 7% se sentem muito favoráveis, enquanto 38% se sentem muito desfavoráveis. Essa diferença de mais de 5 para 1 mostra que patriotas sensatos simplesmente não querem seguir o caminho da Europa.

Assim, nestas últimas semanas de campanha nos EUA, os candidatos patriotas devem usar o exemplo da Europa para motivar a base pró-América Primeiro, que muitas vezes reluta em votar nas eleições de meio de mandato. Mesmo os eleitores que estão compreensivelmente frustrados com a crise econômica precisam enxergar a alternativa: os democratas radicais literalmente entregariam nosso país a hordas que odeiam nossos valores e detestam nosso modo de vida.

Tolerar uma ideologia totalmente intolerante não é nobre. Não há nada de virtuoso em ignorar o que está acontecendo. Não devemos entregar a América a um movimento hostil que despreza nossos valores e o que nos torna grandiosos. Os candidatos pró-Ocidente precisam ser corajosos e dizer isso claramente nas últimas semanas.

Se isso acontecer, tenho certeza de que os eleitores americanos abraçarão a herança de sua nação e trabalharão para defender e promover a civilização ocidental.

Steve Cortes é comentarista político e colaborador do Daily Signal.

©2026 The Daily Signal. Publicado com permissão. Original em inglês: Europe Is Burning — Is America Next?

Conteúdo editado por: Jocelaine Santos

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