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A guerra que precisamos vencer: Marco Rubio luta pela civilização ocidental

Marco Rubio discursou diante da Acrópole, em Atenas, e criticou políticas de fronteiras abertas e a perda de soberania dos países ocidentais. (Foto: ALEXANDROS VLACHOS/EFE/EPA)

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Em Atenas, em 7 de outubro de 2026, o secretário de Estado Marco Rubio discursou diante de uma reunião de autoridades gregas, diplomatas europeus e membros selecionados do público. Naquela colina semicircular onde os antigos atenienses se reuniam para debater e votar — e que, por isso, é conhecida como o berço da democracia —, com a Acrópole e o Partenon ao fundo, Rubio falou da importância vital de preservar e promover a civilização ocidental e seus valores.

É um discurso político brilhante, raro por sua erudição e pelas conexões que estabelece entre os antigos greco-romanos e o Ocidente de hoje. Rubio relembrou a seus ouvintes conceitos desenvolvidos pelos gregos, como heroísmo, honra, dever e thumos, o “fogo da paixão, paixão, coragem, orgulho”, que se tornou uma luz orientadora da sensibilidade e do progresso ocidentais. Conseguiu incluir em seu panorama do passado nomes como Xerxes, Platão, Aristóteles, Plutarco, Carlos Magno, Cortés, Thomas More, Kepler e outras grandes figuras da civilização ocidental.

Em determinado momento, Rubio afirmou: “Aqui, em Atenas, encontramos a primeira plena realização de todos os traços essenciais que viriam a definir o Ocidente: individualidade destemida e ambição incansável; exploração e invenção ousadas; um anseio por descobertas, por aventura, risco e glória. Uma curiosidade insaciável sobre o mundo e os princípios que regem seu funcionamento, uma ânsia por conhecer os mistérios da natureza e compreender os segredos do cosmos. Uma impaciência com a noção de impossibilidade, uma inquietação diante de todas as fronteiras e limites, um esforço para enxergar as profundezas do desconhecido.

“Essas não eram apenas as fórmulas ou os preceitos de uma determinada escola filosófica. Eram a característica de um povo — expressa em suas tradições, em suas histórias, em sua imaginação; nas qualidades que exigia de seus cidadãos; nas coisas pelas quais vivia e lutava.

“Conhecê-los é conhecer a nós mesmos.”

E ali mesmo, nessas sete pequenas palavras, Rubio revelou uma das principais causas do contínuo declínio da civilização ocidental.

A verdade é que dezenas de milhões de americanos e europeus desconhecem a dívida que têm com as cem gerações que ligam seu presente ao passado ateniense. Sabem pouco sobre os construtores da civilização ocidental; portanto, sabem pouco sobre si mesmos. Muitas de suas escolas e muitos de seus professores, assim como a própria cultura, são diretamente responsáveis por essa ignorância.

Uma árvore cujas raízes não são nutridas logo morrerá. O mesmo vale para as civilizações.

Essa máxima se aplica a quatro valores ocidentais que temos negligenciado e que muitas vezes deixamos de ensinar. Estabelecendo um forte contraste com os mulás do Irã, “cujo culto à morte saúda crianças-bomba como heróis nacionais”, Rubio disse: “Nossos heróis — nossos heróis podem estar dispostos a morrer por sua causa; mas nossos heróis não cultuam a morte. É precisamente porque valorizamos a vida que reconhecemos o heroísmo daqueles que preferem sacrificá-la a trair seus princípios. Hoje, damos por garantida a concepção ocidental dessas coisas — heroísmo, honra, dever —, damos essas coisas por garantidas”.

Alguns no Ocidente talvez ainda deem essas coisas por garantidas, mas, em sua maior parte, a honra e o dever se tornaram relíquias, escondidas, maculadas e cobertas de poeira em nossa era de narcisismo e de uma moralidade sem raízes.

Rubio concluiu sua fala com estas reflexões:

“A história da Grécia — a história da Grécia não nos oferece apenas um vislumbre —, não nos oferece um vislumbre de nossas instituições em suas formas mais antigas. A história da Grécia nos mostra uma imagem de nós mesmos.

“Ela mostra que a nossa herança é a de grandes heróis e que devemos nos orgulhar — que devemos nos orgulhar intensamente — de nossas origens. Devemos nos maravilhar com o que nossos antepassados esculpiram nesta encosta. A história de nossa civilização é a maior história conhecida pelo homem. E ela começou aqui, com os primeiros homens e mulheres do Ocidente. A partir deles — a partir deles —, podemos redescobrir as virtudes, a coragem e a força para enfrentar os perigos de nosso tempo.”

O discurso de Rubio, em uma época sombria, é um toque de clarim que convoca todos os que prezam o Ocidente a se levantar e defendê-lo de seus inimigos e a defender suas realizações daqueles empenhados em destruí-las. São abundantes os livros de história, as biografias, os filmes e outros materiais educativos necessários à redescoberta e à preservação dessa história. Estão em nossas bibliotecas, em nossos celulares e computadores, e são armas eficazes na defesa do Ocidente.

Mas armas sem guerreiros são inúteis. Cabe a professores, pais e avós compartilhar esses recursos e a história da civilização ocidental com nossos filhos e netos. Deem-lhes também uma forte dose de coragem, e estaremos equipados para as batalhas que temos pela frente.

Jeff Minick é escritor. Durante 20 anos, ensinou história, literatura e latim a estudantes em educação domiciliar em Asheville, na Carolina do Norte. É autor dos romances “Amanda Bell” e “Dust on Their Wings”, além dos livros “Learning as I Go” e “Movies Make the Man”.

©2026 The Epoch Times. Publicado com permissão. Original em inglês: The War We Have to Win: Marco Rubio and the Fight for Western Civilization

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