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Padre António Vieira, que viveu, pregou e lutou entre Portugal e o Brasil, deixou-nos uma ideia simples e poderosa: as nações não se perdem apenas quando são vencidas por inimigos externos, mas quando abandonam a verdade e os seus princípios. Vieira falava para dois povos unidos pela fé, pela língua e por uma missão comum. Séculos depois, as suas palavras continuam a ecoar com impressionante atualidade.
Brasil e Portugal enfrentam hoje um desafio que atravessa o Atlântico. Um inimigo que muda de discurso, mas não de essência: o socialismo. Uma ideologia que se apresenta com nova roupagem, mais mediática e mais suave, mas que mantém intacto o seu propósito – substituir a liberdade pela dependência, a identidade pelo relativismo e a responsabilidade individual pelo controlo do Estado.
O movimento 'Acorda Brasil' é mais do que um slogan: é um despertar nacional, um apelo à consciência cívica e moral de um povo que não aceita perder a sua liberdade
Em ambos os países, o padrão repete-se. Promete-se justiça social e entrega-se dependência. Promete-se igualdade e cria-se pobreza. Promete-se progresso e instala-se a estagnação. Seja em Lisboa ou em Brasília, os resultados estão à vista.
No Brasil, a caminhada firme do deputado Nikolas Ferreira até Brasília tornou-se símbolo de uma nova geração que se recusa a ser silenciada. A sua voz clara, direta e sem medo do politicamente correto acordou milhões de brasileiros cansados da mentira ideológica.
O movimento “Acorda Brasil” é mais do que um slogan: é um despertar nacional, um apelo à consciência cívica e moral de um povo que não aceita perder a sua liberdade.
Também em Portugal, essa mesma energia começa a ganhar forma na caminhada de André Ventura rumo à Presidência da República. Uma candidatura que representa a rutura com décadas de acomodação e com um sistema capturado pelo socialismo e pelos seus facilitadores.
Tal como no Brasil, também em Portugal o adversário está claramente identificado. Não se trata de uma luta contra pessoas, mas contra uma ideologia falhada. O socialismo falhou sempre que foi aplicado. Enfraqueceu economias, dividiu sociedades e atacou o pilar fundamental de qualquer nação livre: a família.
A verdadeira liberdade não nasce do caos dialogante. Só há liberdade quando se recupera a ordem. E a ordem só é duradoura quando assenta em Deus, Pátria e Família. Estes não são slogans antigos, mas os alicerces que permitiram às nossas nações nascer, crescer e projetar-se no mundo.
Este artigo é escrito nas praias da Costa Vicentina. Olhando para trás, vejo uma terra abandonada, despovoada e destruída por cinquenta anos de políticas socialistas. Em frente, olhando o Atlântico, vejo a mesma esperança que um dia inspirou os navegadores portugueses a partir rumo a um novo mundo. É essa coragem, essa visão e essa fé que hoje precisamos de recuperar.
A direita conservadora no Brasil e em Portugal tem uma responsabilidade histórica: unir forças, mobilizar consciências e transformar indignação em ação. Não basta discordar em silêncio. É tempo de participar, de votar e de assumir posição.
Como ensinava Padre António Vieira, o tempo não muda as verdades, apenas revela quem teve coragem de as defender. A luta é a mesma. O adversário é o mesmo. A liberdade exige mobilização. Vote. Participe. Defenda Deus, a Pátria e a Família.
Manuel Matias é vereador do CHEGA – Odemira.
Conteúdo editado por: Jocelaine Santos



