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Como a futura missão à Lua desafia o ativismo climático

Missão Artemis II: foguete SLS e cápsula Orion na plataforma 39B do Centro Espacial Kennedy, na Flórida. (Foto: Joel Kowsky/NASA)

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Os Estados Unidos estão prestes a retornar à Lua no próximo mês de abril, como parte de um programa espacial tripulado revitalizado, mais encorajado do que desencorajado pelos riscos e desafios inerentes à missão.

Ao prosseguirem com o projeto, a NASA e seus diversos parceiros dos setores público e privado estão permitindo que as evidências científicas, e não a especulação, orientem suas decisões. Eles também estão rompendo definitivamente com o conceito conhecido como "princípio da precaução", que tem raízes profundas nas conferências climáticas das Nações Unidas, que remontam ao início da década de 1990.

Como explico em meu novo livro “Pornografia Climática: Como e Por Que os Fanáticos Antipopulação Fabricam Ciência, Enquanto Atacam o Capitalismo, a Liberdade e a Independência Americanos”, o princípio da precaução, tal como definido pelos ativistas climáticos, é antitético ao que faz a América funcionar.

A ideia básica por trás do conceito é que, quando uma atividade é considerada potencialmente prejudicial à saúde humana ou ao meio ambiente, medidas de precaução devem ser tomadas, mesmo que a relação de causa e efeito entre a atividade e os resultados nocivos teorizados não esteja cientificamente comprovada.

Em outras palavras, não deveria haver sequer o risco de um risco. Nesse cenário, a histeria, o medo e a desinformação poderiam paralisar toda atividade humana significativa

Imagine como a história americana teria sido diferente se o princípio da precaução tivesse prevalecido entre os formuladores de políticas quando o país tentou, pela primeira vez, aventurar-se no espaço. A famosa frase de Alan Shepard, "Por que você não resolve seu pequeno problema e acende esta vela?", não teria encontrado uma recepção positiva no controle da missão durante seu voo espacial em 1961.

A marcha patriótica do presidente John F. Kennedy rumo à Lua também não teria se concretizado. Seu comentário, "Escolhemos ir à Lua nesta década e fazer as outras coisas, não porque sejam fáceis, mas porque são difíceis", não teria tido lugar em um mundo em que o medo do fracasso se sobrepusesse aos esforços exploratórios. Na verdade, talvez nem tivesse existido uma América livre. George Washington não teria cruzado o rio Delaware na noite de Natal de 1776 para lançar um ataque surpresa contra os hessianos em Trenton, Nova Jersey, já que a empreitada era arriscada e — bem — talvez nem tivesse dado certo.

Os quatro astronautas (três americanos e um canadense) que fazem parte da tripulação da Artemis II viajarão mais longe no espaço do que qualquer ser humano jamais viajou e vislumbrarão um lado da Lua nunca antes visto, antes de amerissarem no Oceano Pacífico, ao largo da costa da Califórnia.

É preciso uma coragem especial para participar da próxima missão de 10 dias, assim como em qualquer voo espacial tripulado. Do lançamento em Cabo Canaveral ao pouso no Oceano Pacífico, existem riscos que jamais poderão ser completamente eliminados. Mas eles podem ser minimizados.

Assim como o programa Apollo antes dele, o Artemis se baseia em testes rigorosos e observações científicas, em vez de meros exercícios de modelagem que se tornaram parte dominante do que se considera "ciência climática"

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Mas os tempos estão mudando e a roda está girando. Durante um simpósio sobre energia realizado em maio de 2025 na Heritage Foundation, cientistas e economistas analisaram as inúmeras premissas falsas por trás dos modelos climáticos que deram origem a regulamentações onerosas.

Ex-engenheiros da NASA, que fazem parte de um grupo chamado The Right Climate Stuff, também criticaram duramente o que alguns chamam de abordagem "lixo entra, lixo sai" na modelagem destinada a produzir os resultados políticos desejados. O documentário “Climate Porn” aborda em detalhes o ataque do movimento climático ao método científico e as ações corretivas em andamento. Organizações independentes financiadas por capital privado, como o Centro de Pesquisa Ambiental e Ciências da Terra (CERES), estão fornecendo aos defensores de uma perspectiva realista sobre o clima plataformas valiosas para analisar criticamente o que realmente impulsiona as tendências de aquecimento e resfriamento do planeta Terra.

Durante o simpósio de energia Heritage, cientistas do CERES chamaram a atenção para a influência solar no clima, que o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) da ONU tem persistentemente negligenciado em seus relatórios. Em um novo estudo, a equipe do CERES conclui que as estimativas de "irradiância solar total" omitidas pela ONU sugerem fortemente que a maior parte do aquecimento desde o século XIX pode ser de origem natural.

O clima está em constante mudança, e essas mudanças podem representar desafios para a humanidade, principalmente se o planeta voltar a uma fase de resfriamento. Mas a humanidade estará em uma posição mais forte para se adaptar e ajustar a essas mudanças se for mais rica, próspera e industrializada. Um programa espacial revitalizado é uma parte importante dessa equação.

Isso significa arriscar e aceitar riscos, mas esse é o jeito americano.

©2026 The Daily Signal. Publicado com permissão. Original em inglês: How the Upcoming Moon Mission Transcends Anti-Scientific Climate Activism

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