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Como as cidades interativas vão alterar a relação entre pessoas e cidades no “novo normal”

  • PorPaulo Hansted
  • 05/09/2020 08:00
Foto: Reprodução/Instagram
Foto: Reprodução/Instagram| Foto:

Se tivesse de associar a revolução digital, seus profundos impactos sociais e econômicos vivenciados nos últimos anos a uma única palavra, esta seria “frenético”. A intensidade e profundidade das transformações, emanadas de um ecossistema sem fronteiras, recheado de “estímulos encantadores”, deram forma a uma sociedade ansiosa, insaciável e incapaz de lidar com os limites da realidade humana. Entende-se, em um oceano tão amplo de possibilidades de produção, acessibilidade e consumo, que ter é poder, e isso oferece uma sensação de prazer vertiginosa. Afinal, quem nunca imaginou em seus sonhos mais inebriantes alcançar a plenitude, a eternidade.

Inovação, startups e cidades inteligentes deram forma a um mundo tão sedutor quanto exigente. O empreendedorismo digital nos grandes centros urbanos moldou os novos parâmetros de sucesso, que, de forma altamente envolvente e tendo o alicerce de poderosas ferramentas de conexão e difusão de ideias, ofereceram a falsa perspectiva de que o tempo é realmente relativo, e que, com algum esforço extra, sempre podemos mais. A natureza se incumbiu de colocar ordem nesta equação. Não somos tão poderosos quanto imaginávamos. Somos frágeis, temos limites, e o mais curioso: isto é bom. Como em um arranjo de uma música perfeita, ou em uma onda que se forma, a harmonia na integração dos elementos é que determina o equilíbrio necessário para reorganizar o entendimento do real valor de tudo que nos cerca. Família, amigos, tempo e generosidade. Tudo isto sempre esteve ali. A tecnologia não foi feita para afastar as pessoas, mas para oferecer mais conforto e qualidade de vida. Da adversidade vem a oportunidade de fazer diferente e melhor.

Na era das cidades inteligentes pós-pandemia, a tecnologia será o alicerce para o maior ativo que uma sociedade pode prover: a interação humana. Na revisão de hábitos que ficarão no passado e daqueles que estão tomando forma, algumas disposições devem ser consideradas, pois tendem a influenciar toda cadeia de valor a nossa volta.

Raízes: O lugar onde se vive. Pessoas já estão mais atentas e em busca de conectividade, senso de pertencimento. Descobrir pequenas coisas que dão prazer e experiências próximas em suas vizinhanças representa uma fortíssima tendência destes novos tempos.

Conveniência: Formas de economizar tempo e simplificar a vida, para utilizá-lo em atividades que tragam mais felicidade, como brincar com os filhos e pets ou até mesmo não fazer nada. Produtos e serviços que ofereçam conveniência devem ganhar muita força.

Solidariedade:O que nos torna mais solidários? Participar de atividades sociais, de perfil voluntariado, nos torna mais humanos e acessíveis, e isto vai trazer mais equilíbrio e felicidade.

Casa: O lar ganhou uma dimensão de valor irreversível. Segurança, afetividade e convivência. As pessoas permanecerão mais em casa do que nunca. Transformar este espaço no melhor lugar para viver, trabalhar, compartilhar experiências e momentos abre espaço para uma infinidade de oportunidades de soluções e serviços.

Felicidade: Pessoas estão repensando suas vidas, o que as faz felizes, o que faz sentido ou não. Estão abrindo espaço para as pequenas coisas, valorizando momentos. Isto precisa ser fácil, acessível.

Concluindo, em tempos do chamado “novo normal”, menos pode ser mais e cidades inteligentes não são reflexo da tecnologia nela empregada, mas sim da orientação a soluções que as tornam mais humanas, solidárias e democráticas no acesso à felicidade.

Paulo Hansted é CEO do MCities, startup focada em comunicação inovadora e experiências urbanas.

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Comentários [ 3 ]

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  • G

    GH

    ± 3 dias

    Mas não era este Paulo Hansted (Paulo Sérgio Oliveira) que dizia ser a Gazeta do Povo um tipo de veículo atrasado, ultrapassado, coisa de velhos? E agora AQUI paga artigo (bem chinfrim, na minha opinião)!

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  • N

    NH4NO3

    ± 56 dias

    O espaço aberto da cidade vai sobrar para quem não presta. Já tem se visto isto há um bom tempo. Um cidadão comum não pode se sentar no banco da praça, sem não ser oportunado por um pedinte ou prostituta. A rua é para o resto, para o estorvo, para o que pior que há no mundo. As pessoas estão trancadas em casa ou em espaços privados, no trabalho e no lazer. Para a classe política e magistratura, que há décadas vivem em um mundo alheio à rua e ao cotidiano do povo, nada muda.

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  • M

    Mário Kume

    ± 57 dias

    Eu como médico ainda atuante e aos 72 anos de idade, sempre fui e precisei aderir à informática por necessidade do trabalho, porem nunca imaginei que esta ferramenta universal tornasse algo que hoje com a evolução da pandemia ficaria indispensável em todos os sentidos. Desde o home office até em tudo que se trata de comunicação para resolver praticamente tudo é a ferramenta do momento cada vez mais. Mas o que ficou desta desgraça da pandemia foi o medo e o distanciamento social inevitável. Não adianta fugir do fato, dificilmente voltaremos ao normal....

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