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| Foto: Daniel Castellano/Gazeta do Povo

A Prefeitura está dando início às mesas de negociação com todos os sindicatos que representam os servidores municipais de Curitiba. Trata-se de uma política que é uma tradição de muito tempo na administração da capital e fundamental para reforçar princípios democráticos de diálogo e transparência entre grupos de diferentes matizes. Para este ano, a pauta enviada pelos sindicatos é composta de mais de 350 itens, todos devidamente analisados pelos órgãos municipais na preparação prévia para os encontros – e que serão debatidos com os sindicalistas ao longo das reuniões.

Desde a aprovação do Plano de Recuperação de Curitiba, no ano passado, os sindicatos se posicionaram contrariamente a uma série de medidas tomadas para administrar um cenário de ruína financeira encontrado no início da atual gestão. A despeito dessa oposição – legítima, mas muitas vezes baseada em pontos de vista exclusivamente ideológicos, desconectados de noções mínimas de boa administração pública –, as medidas mostraram-se acertadas, revelando-se bastante benéficas para a cidade, como atestam desde a retomada do controle financeiro do orçamento até o pacote de obras que vem sendo viabilizado.

Estamos hoje em uma situação comparativamente melhor que a de outras capitais

Como o prefeito Rafael Greca sempre destaca com muita propriedade, é dever de uma administração responsável zelar pelos interesses de toda a população curitibana, tomando decisões nem sempre fáceis, mas sempre focadas em proporcionar benefícios à maior parcela possível de moradores da nossa capital.

Escolas que estavam fechadas estão funcionando. Obras que estavam paradas foram retomadas. Novas obras, fundamentais para o desenvolvimento da cidade, foram viabilizadas. Estoques de remédio estão regularizados. A capacidade de atendimento nas unidades e postos de saúde aumentou. Os ajustes permitiram inclusive a volta das contratações no serviço público municipal, com 495 novos professores para a rede pública e de 60 guardas municipais para reforçar o efetivo da segurança. Ou seja, o município atende, com critério e responsabilidade, não só uma demanda permanente dos sindicalistas (a contratação de mais servidores), mas, principalmente, promove a melhoria dos serviços municipais.

São resultados que mostram que o bem comum vem sendo colocado efetivamente em primeiro lugar na nossa capital, mesmo que determinados setores possam entender que não estão com suas demandas específicas plenamente contempladas – como é o caso de críticas de algumas categorias.

Leia também: O alto preço da irresponsabilidade (artigo de Vitor Puppi, publicado em 21 de abril de 2017)

Leia também: A sustentabilidade da previdência dos servidores municipais (artigo de José Taborda Rauen, publicado em 21 de agosto de 2017)

Ciente de suas responsabilidades para o conjunto dos curitibanos, a Prefeitura continua desenvolvendo seu plano de governo, aprovado pela maioria dos eleitores nas últimas eleições. Apesar de todas as dificuldades, estamos hoje em uma situação comparativamente melhor que a de outras capitais, onde, infelizmente, o pagamento de salários aos servidores e a manutenção de serviços públicos essenciais estão comprometidos.

A crise, no entanto, ainda está longe de ser completamente vencida, num problema que é nacional. A complexidade do momento atual ajuda a reforçar aquilo que vem sendo a tônica da atual gestão: a de enfrentar os problemas e resolvê-los de forma responsável e transparente, em benefício da maioria e sem se dobrar a grupos de interesse específicos.

A trajetória de desenvolvimento sustentável da nossa cidade segue inalterada, tanto quanto a disposição para o diálogo e o firme empenho de implementar todas as ações necessárias para que Curitiba volte a ser o exemplo de desenvolvimento que foi em outros tempos.

Luiz Fernando Jamur, engenheiro civil e funcionário de carreira da Prefeitura de Curitiba, é secretário de Governo Municipal e presidente do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (Ippuc).
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