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Nicolás Maduro enjaulado traz esperança ao povo escravizado da Venezuela

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O ditador destituído da Venezuela, Nicolás Maduro, sendo transferido para o tribunal federal em Nova York, onde enfrenta julgamento por crimes ligados ao narcotráfico. (Foto: Stringer/EFE/EPA)

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As supostas ideologias parecem cegar a racionalidade daqueles que não conseguem celebrar o começo de uma reconstrução em prol da liberdade venezuelana. Não se trata, e mais, não precisamos gostar de Donald Trump. Ocorre que, inevitavelmente, por mais que doa aos menos afeitos aos trejeitos do presidente norte-americano, ele é a única pessoa com poder bélico e estratégico nas mãos para resolver essa situação.

Nós, seres humanos, desapegados aos rótulos e cientes das prioridades em termos de direitos civis, somos animais racionais. Neste dia histórico, é importante termos uma conversa sobre ética no sentido filosófico, em decorrência da captura do ditador Nicolás Maduro e, claro, da grandiosa comemoração do povo venezuelano. Partindo de nossa racionalidade, parte de nós tem por essência uma dimensão violenta e feroz (contida por razões óbvias).

Para Lula, a ação bem-sucedida na Venezuela “ultrapassou a linha do aceitável”. O que seria essa tal “linha do aceitável” para Lula? Maduro é um crápula, que deixou seu povo na miséria, fraudou eleições, censurou a imprensa. Nicolás Maduro não é um político, é um ditador reconhecido internacionalmente como tal

Vivemos para suprir nossas necessidades primárias, visando sentir e cultivar esta vitalidade. Muitos, por razões de poder, incorrem, desde a antiguidade, em condutas que grandes filósofos compararam às de bestas ferozes. Nesse sentido, nós, seres humanos, estamos entre a besta feroz, as divindades, a inteligência e tudo o que está mais elevado. Por esses motivos, temos por instinto, e neste ponto é importante que a inteligência emocional esteja sempre “ligada”. Os tiranos são simplesmente, ainda que agindo estrategicamente, apenas animais ferozes, seres do mal. Portanto, é necessário enjaular as bestas, os cruéis, evitando que esses sujeitos voltem e destruam o nosso bem sagrado: a liberdade.

Não foi por mera torcida que, ao ver Nicolás Maduro sendo carregado como um animal perigoso, sendo preso pelo Departamento de Narcóticos dos Estados Unidos, todos os homens de bem festejaram, porque a racionalidade é o que nos eleva, enquanto a animalidade nos rebaixa. O tirano é exatamente a manifestação do mal, reduzindo-o ao pior no sentido da brutalidade. Estamos falando de um indivíduo que tornou, por anos, a vida dos venezuelanos um verdadeiro martírio.

Importante ressaltar, ao contrário do que o consórcio midiático propôs ou tentou propor no noticiário, querendo induzir que apenas os venezuelanos residentes fora do país estavam comemorando, Caracas e demais cidades da Venezuela se alegram, se emocionam, pois finalmente conseguem voltar a ter esperança. O terrorista foi enjaulado graças ao ataque salvador e cirúrgico dos militares americanos.

Sobre nosso querido Brasil, após mais uma infeliz e proposital declaração que o presidente Lula realizou, com erros de português para seguir o costume, após a prisão de seu companheiro de Foro de São Paulo. Para Lula, a ação bem-sucedida na Venezuela “ultrapassou a linha do aceitável”. O que seria essa tal “linha do aceitável” para Lula? Maduro é um crápula, que deixou seu povo na miséria, fraudou eleições, censurou a imprensa. Nicolás Maduro não é um político, é um ditador reconhecido internacionalmente como tal, com histórico de violações registradas na ONU que apontam e consolidam essa direção. E aqui não se trata de negar os defeitos da ONU; ocorre, de maneira irrefutável, dizer o óbvio: a besta (agora enjaulada) manteve quase mil presos políticos e estimulou vários venezuelanos ao exílio.

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A própria Gazeta do Povo já havia relatado, de maneira detalhada, as pelo menos vinte vezes em que Lula blindou a ditadura de Maduro, relativizando as infrações aos direitos humanos realizadas pelo governo não eleito democraticamente.

Não havia preservação da soberania na Venezuela. É impossível haver soberania em regimes tirânicos com instituições destroçadas. Soberania que não emana do povo é inexistente. Remover Maduro é devolver a soberania ao povo venezuelano. Qualquer coisa fora disso é pura propaganda com máscara de ideologia.

Não há espaço para justificar a tirania em decorrência de ideologias supostamente intrapartidárias. Você pode, caso seja o seu caso, continuar detestando Trump, por alguma razão hipoteticamente conveniente. Em contrapartida, nada anulará o mérito da ação norte-americana e a importante presença opositora da mais recente ganhadora do Prêmio Nobel da Paz, María Corina Machado. Esta, sim, é símbolo de resistência.

Dinho Ferrarezi é jornalista.

Conteúdo editado por: Jocelaine Santos

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