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O lugar da mulher conservadora na política

A mulher conservadora compreende que governar não é destruir para recomeçar do zero. É reformar o que precisa ser reformado e preservar aquilo que funciona. (Foto: Imagem criada utilizando Open AI/Gazeta do Povo)

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Ouço com frequência que ser conservadora é ser contra o progresso. Essa talvez seja uma das inversões mais bem-sucedidas do vocabulário político contemporâneo. Criou-se a ideia de que conservar significa resistir ao novo, como se toda prudência fosse atraso e toda mudança, necessariamente, avanço.

Mas o conservadorismo nunca foi isso. Não se trata de nostalgia nem de reacionarismo, muito menos de um desejo de retornar a um passado idealizado. O conservadorismo parte de uma percepção simples da realidade: sociedades não são experimentos de laboratório. Elas são formadas por pessoas, tradições, instituições e experiências acumuladas ao longo do tempo.

Escrevo estas linhas de dentro da própria política. Sou deputada federal, voto leis, represento pessoas e participo de decisões que moldam o presente e influenciam o futuro do país.

A mulher conservadora compreende que governar não é destruir para recomeçar do zero. É reformar o que precisa ser reformado e preservar aquilo que funciona. A política responsável não se guia por utopias, mas por prudência. Promessas de transformação total costumam ignorar os limites da realidade, e a história mostra o custo que isso pode ter.

A mulher conservadora defende a liberdade de trabalhar e empreender, de educar os filhos segundo seus valores e de viver em comunidade sem depender permanentemente do Estado. Defende também um poder público mais responsável e próximo da sociedade

Ser conservadora é olhar para o futuro com os pés firmes no chão. Cada decisão tomada hoje precisa considerar seus efeitos amanhã. O voto no Congresso, a elaboração de uma lei ou a defesa de uma proposta pública sempre carregam essa pergunta: que país estamos ajudando a construir para as próximas gerações?

Durante muito tempo se tentou impor a ideia de que existiria um único caminho político aceitável para as mulheres. Mas a mulher não cabe em rótulos. Ela participa da vida pública com autonomia, convicções próprias e coragem para defendê-las.

Na política, a verdadeira força não vem apenas da identidade, mas da clareza de princípios. Uma parlamentar que ocupa espaço sem saber o que defende representa pouco. Já aquela que tem convicções firmes consegue representar muito mais do que a si mesma – representa ideias, valores e milhares de pessoas que se identificam com eles.

A presença feminina também amplia o olhar sobre a realidade. Muitas mulheres levam para a vida pública sua experiência concreta com a família, com a comunidade e com os desafios cotidianos das pessoas.

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A mulher conservadora defende a liberdade de trabalhar e empreender, de educar os filhos segundo seus valores e de viver em comunidade sem depender permanentemente do Estado. Defende também um poder público mais responsável e próximo da sociedade.

Ser conservadora é uma escolha consciente. É entender que o país que desejamos não surge por decreto nem por slogans. Ele é construído todos os dias, decisão a decisão, lei a lei, mandato a mandato.

Ser uma mulher conservadora na política é ocupar o espaço público para defender uma visão de Brasil, com responsabilidade no presente e coragem para construir o futuro.

Franciane Bayer é deputada federal.

Conteúdo editado por: Jocelaine Santos

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