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O que havia por trás da força extraordinária de Madre Teresa

Madre Teresa mostra que transformar o mundo começa no silêncio: quem aprende a estar a sós com Deus encontra força para servir aos outros. (Foto: PIYAL ADHIKARY/EFE)

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Madre Teresa é sinônimo de amor e serviço.

Independentemente da religião de cada um — ou da falta dela —, ela é conhecida como uma espécie de modelo para a pessoa humana. Ela deu tudo para servir os mais vulneráveis. E, ainda assim, seu sorriso e sua alegria reverberaram pelo mundo todo.

Muitas pessoas reconhecem os hábitos azuis e brancos que sua congregação usa. Ela era uma mulher de intenso sacrifício por Deus e pelos outros. Ela tinha um jeito de olhar para as pessoas que as fazia sentir como se fossem as únicas pessoas que importavam no mundo inteiro.

Se você é como eu, talvez se pergunte: Como alguém pode ser assim? Como é possível viver de forma tão radical para Deus e para os outros como Madre Teresa viveu? O que ela sabia sobre a vida que lhe deu a receita para viver de uma maneira tão radicalmente bela?

Embora eu esteja longe de ser uma Madre Teresa, acredito que o segredo para viver de forma semelhante à dela reside na profundidade de sua vida de oração. Madre Teresa dedicava todo o seu dia a servir os mais pobres entre os pobres e aqueles que estavam morrendo em Calcutá. O restante do seu tempo era dedicado à oração e a algumas horas de sono. Muitas obras importantes demonstraram que era a intimidade da oração de Madre Teresa que alimentava sua vida.

Em especial, foi o meu encontro com uma carta que ela escreveu à sua comunidade perto do fim da vida que mudou a minha visão sobre oração e santidade. Chama-se Carta de Varanasi e foi escrita em 25 de março de 1993.

Vale a pena ler a carta inteira (eu recito um trecho dela todas as manhãs), mas um tema constante é o apelo dela às suas irmãs para que elas “encontrem Jesus como uma pessoa real e viva, não apenas como uma ideia”.

Logo no início de sua carta, ela afirma estar preocupada com o fato de suas irmãs “nunca terem realmente encontrado Jesus, a sós, vocês e Ele... podemos passar tempo na capela, mas vocês já viram com os olhos da alma como Ele as olha com amor?”, escreveu ela. Em outras palavras, Madre Teresa desafiava suas irmãs a refletirem sobre o que faziam quando oravam. Ora, essas irmãs haviam renunciado a famílias, dinheiro e tantas liberdades para servir aos pobres — mas será que haviam se apaixonado por Jesus Cristo? Essa era a preocupação central de sua carta.

Sinceramente, é difícil para mim ouvir essas palavras todos os dias. Se for verdade que essas irmãs talvez não conheçam Jesus intimamente e passam horas por dia em oração e servindo aos pobres, o que isso significa para mim?

Essas palavras personificam verdadeiramente a personalidade e a sabedoria de Madre Teresa. Ela sempre se dispôs a “ir fundo” ao conversar com os outros e sempre se dedicou a pregar o amor pessoal de Jesus. Ela havia experimentado a profundidade do amor de Jesus por ela e sabia que Ele desejava ardentemente compartilhar isso com os outros. Era a intimidade divina que chamava suas irmãs a vivenciá-la, e tudo começa com o reconhecimento de Cristo como uma Pessoa presente conosco na oração.

A intimidade divina não é privilégio apenas dos santos. É o mínimo necessário em nosso relacionamento com Cristo. Se a união pessoal e íntima com Jesus como uma pessoa real e viva não é uma experiência comum para nós, então não podemos nos contentar com isso. Quanto maior a exclusividade, maior a intimidade. Portanto, devemos nos esforçar para estar a sós com Aquele que nos assegura que nunca estamos sozinhos.

Para honrar Madre Teresa e aceitar seu convite para conhecer Jesus “como uma pessoa viva e real”, comprometa-se a orar de forma diferente esta semana. Coloque-se aos pés do Deus que simplesmente quer que você “o ouça falar no silêncio do seu coração”. O Deus que deseja que você tenha “um contato íntimo diário com Ele”.

Aceite o desafio de orar como Madre Teresa e concentre-se no aspecto pessoal da oração. Depois, aguarde suas instruções sobre como mudar o mundo como ela fez, uma pequena ação de cada vez.

Thomas Griffin escreve de Long Island, em Nova Iorque, nos Estados Unidos, onde vive com a esposa e três filhos. Ele é fundador e presidente do Empty Tomb Project, Inc., uma organização sem fins lucrativos de evangelização. Thomas é autor de Vamos Começar: O Caminho de São Francisco para se Tornar Como Cristo e Renovar o Mundo.

©2026 The Daily Signal. Publicado com permissão. Original em inglês: The Depths of Mother Teresa’s Prayer Life

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