Encontre matérias e conteúdos da Gazeta do Povo
Artigo

Por que Trump está certo ao retirar os EUA da OMS

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante participação no Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça. (Foto: Gian Ehrenzeller/EFE/EPA)

Ouça este conteúdo

Em seu primeiro dia de mandato, o presidente Donald Trump assinou uma ordem executiva que iniciou a retirada dos Estados Unidos da Organização Mundial da Saúde (OMS), a agência das Nações Unidas responsável por apoiar a saúde global. Na semana passada, ele concluiu essa ação, encerrando todo o financiamento, o apoio de pessoal e os compromissos formais.

A ação de Trump está longe de ser precipitada. Aliás, quando manifestou o desejo de se desvincular da OMS, em 2020, observou que sua decisão foi amplamente motivada pelo desempenho extremamente insatisfatório da organização em resposta à pandemia de COVID-19 e por sua subsequente recusa em se reformar.

Com base nos fatos, o presidente está tomando a decisão correta. Em meio à pandemia mortal da COVID-19, a OMS falhou em sua missão crucial. Após uma investigação abrangente de dois anos sobre a resposta à pandemia, incluindo depoimentos sob juramento, a Subcomissão Especial da Câmara dos Representantes sobre a Pandemia do Coronavírus concluiu:

"Embora a OMS deva apoiar o mundo inteiro, durante a pandemia de COVID-19 pareceu proteger sua relação com o PCC (Partido Comunista Chinês). A OMS foi mal informada, teve o acesso à China negado e foi usada como fachada para as ações imprudentes do PCC. Num momento em que o mundo recorria à OMS em busca de liderança e aconselhamento, as ações da organização demonstraram que ela não apoiava todos os seus membros igualmente. O que se viu foi uma organização que, em vez de servir a toda a humanidade, tornou-se refém da política e ficou presa a ela."

Analise-se o histórico. Em 14 de janeiro de 2020, por exemplo, a OMS disse ao mundo que a COVID-19 “não era transmissível” de pessoa para pessoa. A divulgação dessa informação falsa baseou-se no que lhe foi dito por autoridades comunistas chinesas, e a OMS, ingenuamente, acreditou nelas.

De fato, uma das características mais marcantes desse patógeno mortal era sua impressionante capacidade de contágio. O novo coronavírus já circulava e infectava pessoas na China e em outros lugares desde o outono de 2019. Ele se espalhava rapidamente, e anticorpos contra a COVID-19 chegaram a aparecer em amostras de sangue no Vêneto, na Itália, já em 3 de setembro de 2019.

Em 31 de dezembro de 2019, conforme relatado pela subcomissão, a OMS ignorou os alertas de Taiwan sobre estranhos casos de “pneumonia” surgindo na província de Wuhan, na China. Enquanto isso, os comunistas chineses subnotificavam casos e mortes, reprimiam a dissidência interna e ameaçavam profissionais de saúde e jornalistas chineses que se desviavam da linha oficial sobre o novo coronavírus. O regime comunista, no entanto, insistiu em manter o tráfego aéreo normal da China para outras partes do mundo, incluindo os Estados Unidos.

O custo humano

Diante de uma ameaça global à saúde, a OMS deve emitir uma declaração de “Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional”. Tal declaração equivale a um “alerta vermelho”, colocando as nações em estado de alerta e permitindo que se preparem individual e coletivamente para adotar medidas de controle da disseminação de uma doença perigosa.

Tanto a Agência Central de Inteligência dos Estados Unidos quanto a inteligência alemã descobriram que os comunistas chineses ameaçaram funcionários da OMS caso declarassem uma emergência global, afirmando que encerrariam a participação da China em qualquer esforço internacional para combater o novo coronavírus.

Assim, conforme relatado pela subcomissão, a OMS atrasou e não declarou a emergência global até 30 de janeiro de 2020: “Quando a OMS declarou a COVID-19 uma Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional (ESPII), em 30 de janeiro de 2020, a doença havia infectado quase 10.000 pessoas e matado quase 1.000 em 19 países diferentes. Foi relatado que o atraso na declaração da ESPII foi resultado de intensa pressão do Partido Comunista Chinês.”

Ainda assim, a OMS, embora tenha elogiado os esforços da China comunista para combater o coronavírus internamente, opôs-se às restrições de viagens para conter o contágio. Investigadores do Congresso observaram que, entre 31 de dezembro de 2019 e 31 de janeiro de 2020, 430.000 passageiros voaram da China para os Estados Unidos.

Em 31 de janeiro de 2020, Trump impôs uma proibição de viagens à China. Embora o Dr. Anthony Fauci tenha dito ao Congresso que a ação decisiva de Trump sem dúvida salvou vidas americanas, críticos do presidente, é claro, o acusaram de “racismo”.

VEJA TAMBÉM:

Uma piada

E piorou. Em janeiro de 2021, a OMS reuniu uma equipe de 17 especialistas internacionais para visitar Wuhan, na China, e investigar as então misteriosas origens da pandemia de COVID-19. Os comunistas chineses negaram a participação de quaisquer cientistas americanos, com exceção do Dr. Peter Daszak, colaborador do Instituto de Virologia de Wuhan em pesquisas arriscadas sobre o coronavírus, financiadas por contribuintes americanos.

Aliás, os cientistas chineses representavam aproximadamente metade da equipe de investigadores internacionais — uma abordagem “equilibrada”.

A equipe teve o acesso aos dados brutos negado, as entrevistas com funcionários foram limitadas e o acesso às instalações do laboratório também foi restrito. Conforme relatado pela subcomissão:

"Uma restrição significativa foi o controle total do PCC sobre todos os aspectos do itinerário da equipe de investigação e seu acesso à informação. Ao chegar a Wuhan, a equipe da OMS ficou em quarentena por duas semanas em quartos de hotel e, após esse período, teve seu acesso restrito a certas áreas do hotel. Os investigadores foram impedidos de jantar com seus colegas chineses, um detalhe aparentemente insignificante, mas que negou à equipe da OMS a oportunidade de dialogar informalmente, de pessoa para pessoa, o que poderia ter fornecido informações valiosas."

Todo esse processo foi uma farsa. Embora o relatório da OMS tenha considerado vários cenários quanto à origem do coronavírus mortal — transmissão de animais para humanos, por meio de um hospedeiro animal intermediário não identificado ou produtos alimentícios —, a hipótese de uma origem laboratorial foi descartada como “extremamente improvável”.

Em resumo, o relatório da OMS refletiu a linha oficial e predeterminada do Partido Comunista Chinês

Em comparação com os Estados Unidos, a contribuição financeira da China para a OMS é ínfima. Entre os países membros, os EUA têm sido o financiador mais generoso da organização, com subsídios anuais dos contribuintes americanos que variam entre 110 milhões e 123 milhões de dólares no período de 2014 a 2023. A OMS também é financiada por contribuições voluntárias, como as da Fundação Bill e Melinda Gates.

As elites globais são, naturalmente, uma fonte confiável de apoio “moral”. Os responsáveis da OMS estão, sem dúvida, muito satisfeitos com a entrada do estado da Califórnia na rede internacional de saúde da agência, após a saída dos Estados Unidos. O governador da Califórnia, Gavin Newsom, fez o anúncio durante sua participação no Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça.

Entretanto, o secretário de Estado Marco Rubio, de acordo com a ordem do presidente, tem a tarefa de identificar parceiros internacionais responsáveis para se unirem em um esforço cooperativo destinado a proteger a saúde global. Considerando as múltiplas falhas da OMS durante a crise da COVID-19, chegou o momento de um novo esforço internacional para responder às pandemias de forma mais eficaz. No Reino Unido, por exemplo, os conservadores britânicos já lançaram a iniciativa “Ação pela Saúde Mundial”, uma agenda para reformar ou substituir a OMS.

Nossos amigos e aliados no exterior sabem, por experiência própria, que juntos podemos — e devemos — fazer melhor.

©2026 The Daily Signal. Publicado com permissão. Original em inglês: Trump Is Making the Right Call in Leaving the WHO

Principais Manchetes

Receba nossas notícias NO CELULAR

WhatsappTelegram

WHATSAPP: As regras de privacidade dos grupos são definidas pelo WhatsApp. Ao entrar, seu número pode ser visto por outros integrantes do grupo.