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Quando a cidade de Nova York elegeu o socialista democrático Zohran Mamdani como seu próximo prefeito, as manchetes de esquerda descreveram o fato como um “marco histórico”.
Mas o único marco que vi foi este: mais de 1 milhão de eleitores escolhendo um caminho que levou ao colapso sociedades em todos os continentes — a promessa vazia do socialismo disfarçada de progresso — e, ainda mais intrigante, um caminho abraçado por um eleitorado composto por 84% de mulheres com menos de 30 anos.
À medida que o socialismo se torna mais popular entre os jovens americanos, corremos o risco de sacrificar as liberdades que moldam o país — como a liberdade de trabalhar, de se expressar e de assumir a responsabilidade por nossas próprias vidas — em troca da promessa de uma igualdade controlada pelo governo.
A história mostra que, quando boas intenções dão origem ao controle governamental, as pessoas frequentemente perdem tanto a liberdade quanto as oportunidades. A cidade de Nova York no período pós-COVID-19 oferece um exemplo assustador de como as democracias podem deslizar para a dependência.
Outrora o coração pulsante do capitalismo americano, a cidade sofreu com uma governança inconsistente e uma pandemia global que fechou empresas, expulsou moradores e tornou o custo de vida básico cada vez mais inacessível. Com impostos e taxas a cada esquina, o cotidiano ainda parece implacavelmente regulamentado.
Recentemente, vários restaurantes de Manhattan ofereceram descontos de US$ 9 para compensar a nova taxa de congestionamento da cidade. Esses pequenos gestos servem como atos de resistência contra políticas que continuam a sobrecarregar a classe trabalhadora.
Em um clima de fadiga e frustração, políticos como Mamdani, cuja plataforma prometia “taxar o 1%”, congelar os aluguéis, criar supermercados administrados pelo governo e fornecer transporte público “gratuito”, cativaram avidamente ativistas sociais que denunciavam orgulhosamente o capitalismo, mesmo estando totalmente imersos em um dos maiores centros capitalistas do mundo.
Ao tratar o sucesso como algo injusto e a desigualdade como uma transgressão moral, esses movimentos sugerem que a prosperidade deve ser garantida em vez de conquistada. Seus argumentos frequentemente se baseiam em promessas vagas — redistribuir a riqueza sem abordar as consequências, expandir o controle sem responsabilização e reivindicar superioridade moral sem oferecer planos práticos de governança.
No fim, eles se concentram mais em vitórias simbólicas e satisfação emocional do que em soluções reais e viáveis para problemas complexos.
No entanto, por trás desses slogans esconde-se uma ideologia muito mais perigosa — uma que visa desfinanciar a polícia e substituí-la por assistentes sociais, chegando ao ponto de enquadrar a própria violência como uma “construção artificial”
Essa narrativa de minimizar a responsabilidade reflete uma visão de mundo mais ampla, que prioriza as queixas em detrimento da governança.
O dado mais revelador na ascensão de Mamdani não é sua plataforma política, mas o fato de que mulheres jovens influenciam fortemente sua base eleitoral. Suas motivações se refletem em diversas plataformas e campi universitários: um artigo de opinião de um estudante da Universidade Fordham elogiando Mamdani como a personificação do “cuidado econômico”; a tendência viral “Socialismo da Garota Gostosa”, que apresenta a dependência econômica da esquerda como empoderamento; e vídeos no Instagram comemorando sua vitória com a piada de que “a Lei Sharia começa agora”. O tom pode ser descontraído, mas revela uma falta de seriedade mais profunda sobre os riscos da governança.
Recentemente, a atriz Amanda Seyfried descreveu o socialismo como uma “ideia maravilhosa”, afirmando que ele se baseia no cuidado e na responsabilidade coletivos. Em sua ignorância sobre como o socialismo realmente funciona, Seyfried o descreveu da seguinte forma: “Para mim, é cuidar uns dos outros. Se eu tenho mais dinheiro, posso gastar mais dinheiro com outras pessoas. Não é verdade?”.
Quando Hollywood também endossa essas ideologias, especialmente entre as mulheres, isso confunde a linha divisória entre o que o socialismo realmente é e como ele fracassou repetidamente.
Em conjunto, esses sinais sugerem uma geração de mulheres buscando estabilidade, comunidade e pertencimento em fontes equivocadas. Em vez de recorrerem às famílias, às instituições locais ou às oportunidades, muitas depositam sua fé na ilusão reconfortante de que um governo maior pode aliviar os fardos emocionais, financeiros e relacionais que a cultura moderna lhes impôs, como Erika Kirk observou recentemente.
As mulheres que impulsionaram Mamdani ao poder não eram irracionais; elas estavam respondendo a uma narrativa cultural que lhes diz que a independência é impossível sem a intervenção do governo.
Nossa tarefa é oferecer uma narrativa melhor — uma narrativa enraizada nas responsabilidades pessoais, na liberdade econômica e na crença de que as mulheres são capazes de construir as vidas que desejam sem abrir mão da liberdade nesse processo.
E, no entanto, para um lugar que pode parecer distante, inacessível e totalmente alheio ao resto dos Estados Unidos, o colapso de Nova York não seria contido. O que acontece no epicentro cultural e financeiro do país se irradia para fora — política, econômica e socialmente. As escolhas deles se tornam nossas consequências. A questão é: como podemos incentivar o retorno a uma liderança sensata antes que mais cidades sigam o exemplo de Nova York?
Figuras como Mamdani e o movimento socialista democrático em geral atraem eleitores jovens explorando a frustração com a economia e a sensação de que o sistema é injusto.
Eles apresentam o socialismo como uma alternativa mais humana e solidária ao capitalismo. Mas, por trás da linguagem de “equidade” e “justiça”, existe uma pressão por maior controle governamental e menos espaço para a discordância. Ao prometerem imparcialidade e comunidade, esses movimentos transformam a frustração compartilhada em apoio político.
A cidade de Nova York demonstra claramente essa contradição. Muitos eleitores apoiam políticas de estilo socialista, mas continuam a desfrutar dos benefícios de um estilo de vida regido pelo mercado. Por um lado, existe a esperança de que o governo consiga resolver problemas profundos.
Por outro lado, existe a dependência das liberdades e oportunidades que o capitalismo proporciona. A questão é se essas duas ideias podem coexistir ou se o crescente controle governamental acabará por enfraquecer as próprias liberdades que tornam possíveis as oportunidades e a prosperidade. Se uma geração abandona a liberdade na busca pela igualdade, corre o risco de perder ambas — e acabar sem nenhuma.
©2026 The Daily Signal. Publicado com permissão. Original em inglês: When a Generation Abandons Liberty



