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A figura de Elon Musk continua a despertar controvérsias. Sua reputação sofreu abalos significativos após a eleição de 2024, quando, após ter apoiado Hillary Clinton e Joe Biden em pleitos anteriores, tornou-se um defensor do movimento MAGA e declarou voto em Donald Trump. Suas posições públicas contra a imigração ilegal intensificaram a polarização, levando até mesmo a ataques contra concessionárias da Tesla. Muitos analistas previram o declínio da marca, apontando para a concorrência europeia, americana e chinesa, além do fim dos subsídios federais aos veículos elétricos.
Houve quem decretasse o fim da era Musk. Argumentava-se que sua postura política, expressa abertamente na plataforma X, afastaria consumidores tradicionalmente ligados à esquerda, público considerado natural para os veículos elétricos. No entanto, os fatos recentes indicam o contrário.
No segundo trimestre de 2026, a Tesla recuperou terreno e alcançou 52% das vendas de veículos elétricos nos Estados Unidos, com uma capitalização de mercado de US$ 1,2 trilhão. As grandes montadoras americanas começam a recuar desse segmento, enquanto a China enfrenta barreiras para exportar seus modelos ao mercado norte-americano. O sucesso da Tesla não se deve a mudanças políticas de Musk, mas à superioridade tecnológica de seus produtos: maior autonomia, aceleração, segurança e recursos avançados. O sistema de direção autônoma é considerado o mais eficiente, e a experiência de condução continua a se destacar.
A SpaceX, por sua vez, consolidou-se como protagonista da exploração espacial. Atualmente, 67% dos satélites em órbita baixa pertencem à empresa, que já ultrapassa US$ 2 trilhões em valor de mercado. Com seus foguetes, a SpaceX revitalizou a NASA e recolocou os Estados Unidos na liderança da corrida espacial, superando concorrentes europeus, japoneses e chineses. Além disso, os avanços tecnológicos em foguetes e mísseis têm implicações estratégicas evidentes para a defesa nacional.
Quando Musk adquiriu o X, muitos consideraram o investimento um erro. Previa-se a migração em massa de usuários para alternativas como o BlueSky. No entanto, a plataforma mantém hoje 560 milhões de usuários, contra apenas 3 milhões da concorrente. Paralelamente, o Starlink domina o mercado de internet via satélite, com 97% de participação, atendendo 12 milhões de assinantes em 160 países e desempenhando papel crucial para forças militares aliadas.
Somando Tesla, SpaceX, X e Starlink, Musk concentra mais de US$ 3,5 trilhões em valor de mercado. Ele não apenas criou o mercado de veículos elétricos, antes inexistente, como o tornou dominante. No campo da inteligência artificial, o Grok já responde por cerca de 16% das plataformas de IA e chatbots, consolidando mais uma frente de atuação.
Os Estados Unidos, hoje, ocupam posição de destaque em redes sociais, inteligência artificial, lançamentos de satélites e veículos elétricos. Esse protagonismo está diretamente ligado à atuação de Elon Musk, alvo constante de críticas, mas responsável por impulsionar setores estratégicos da economia e da tecnologia. Sua trajetória demonstra que uma única pessoa pode, de fato, alterar o curso de uma nação.
Victor Davis Hanson é colaborador sênior do Daily Signal, onde apresenta um podcast, produz comentários em vídeo e escreve uma coluna semanal. É também autor de “The Counterrevolution: The Fall and Rise of Donald Trump and the MAGA Movement”.
©2026 The Daily Signal. Publicado com permissão. Original em inglês: Elon Musk Is Powering the American Renaissance



