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No sábado, 3, o presidente Trump ordenou a captura e prisão de Nicolás Maduro. Militares americanos extraditaram com sucesso o líder venezuelano para Nova York, onde respondeu a julgamento em um tribunal federal.
Enquanto céticos alegam que Trump estaria simplesmente tentando se apoderar do petróleo, os fatos mostram um quadro diferente. A intervenção dos Estados Unidos na Venezuela poderia fortalecer a segurança americana, libertar uma nação oprimida e expandir a liberdade no hemisfério. Vamos analisar esses fatos e examinar por que as objeções dos críticos não se sustentam.
Os Estados Unidos já identificaram Maduro como parte de uma conspiração criminosa. Em 2020, o Departamento de Justiça dos EUA acusou Maduro e figuras centrais de seu círculo por narcoterrorismo e crimes relacionados, alegando tráfico de cocaína em larga escala e colaboração com as FARC, um grupo guerrilheiro marxista.
Em novembro de 2025, o Departamento de Estado designou o Cartel de los Soles — uma organização criminosa liderada por Maduro e outros venezuelanos de alto escalão — como Organização Terrorista Estrangeira.
Sob o governo Maduro, a Venezuela tornou-se um narcoestado falido que põe em risco a estabilidade regional e a segurança dos EUA. Conforme detalhado na acusação, o regime de Maduro teria inundado comunidades com drogas letais e usado os lucros para consolidar sua ditadura.
Ele se aliou a grupos violentos para impor sua vontade. Seu regime cooptou gangues como o Tren de Aragua — o maior sindicato do crime organizado do país, que semeou o caos nas Américas — para atacar manifestantes pró-democracia e assassinar oponentes políticos.
Maduro também concedeu aos adversários dos Estados Unidos uma posição estratégica nas Américas. Rússia e China apoiaram seu regime como forma de conter a influência americana e prometeram solidariedade após sua prisão. Irã e Cuba também mantêm laços profundos com Caracas, que vão desde contrabandistas de petróleo iranianos até agentes de segurança cubanos infiltrados na Venezuela.
Manter Maduro no poder teria permitido que essas nações hostis estabelecessem uma base de operações nas Américas, violando claramente o espírito da Doutrina Monroe.
Por fim, o regime Maduro–Hugo Chávez semeou divisões nos Estados Unidos ao financiar grupos radicais. Chávez teria defendido a criação de uma “quinta coluna” de esquerda dentro do país para “frustrar a política americana”.
De fato, um desertor venezuelano revelou que Chávez doou pelo menos US$ 20 milhões em dinheiro vivo, em 2012, a um dos fundadores do movimento Black Lives Matter, para projetar sua “revolução bolivariana” nas ruas americanas. Maduro também apareceu ao lado de um dos fundadores do BLM e, posteriormente, reuniu-se com três membros dos Socialistas Democráticos da América.
Intervir na Venezuela não apenas neutraliza ameaças aos Estados Unidos; também pode expandir a liberdade e a prosperidade no Hemisfério Ocidental
A Venezuela já foi uma das democracias mais prósperas da América Latina. Sob a cleptocracia socialista de Maduro, no entanto, transformou-se em um cenário de horror e sofrimento humano, com escassez crônica de alimentos, hospitais em colapso e uma das piores contrações econômicas em tempos de paz já registradas. Quase 8 milhões de venezuelanos fugiram do país desde 2014 — o maior êxodo da história da América Latina.
Uma mudança de liderança poderia reverter esses padrões. A maioria dos exilados venezuelanos deseja desesperadamente retornar à sua terra natal se ela se tornar segura e livre. A maioria dos migrantes venezuelanos no Panamá, por exemplo, expressou o desejo de voltar para casa.
Uma Venezuela livre também poderia proporcionar aos Estados Unidos um novo e próspero parceiro comercial. O país possui as maiores reservas comprovadas de petróleo do mundo e já foi um importante fornecedor para os EUA. Seus abundantes recursos naturais — petróleo, gás, minerais e terras agrícolas férteis — estão hoje, em grande parte, fora do mercado global devido à má gestão de Maduro e às sanções impostas ao seu regime.
A Venezuela já teve o quarto maior PIB per capita do mundo. Historicamente, Venezuela e Estados Unidos desfrutaram de uma relação comercial próspera, algo que poderia acontecer novamente com a liderança certa.
A captura de Maduro também promove a causa da liberdade na América Latina. Envia uma mensagem a outros aspirantes a ditadores de que os Estados Unidos não tolerarão a tirania em seu hemisfério. Isso pode encorajar movimentos pró-democracia em Cuba e na Nicarágua, regimes com os quais Maduro mantinha estreita aliança.
Os venezuelanos tentaram todos os meios pacíficos e democráticos para restaurar sua liberdade, sem sucesso. A última eleição presidencial, em julho de 2024, foi vencida com folga pelo opositor Edmundo González. Desde então, Maduro prendeu, exilou ou silenciou quase todos os principais líderes da oposição. O próprio González foi alvo de um mandado de prisão e teve de fugir para o exílio.
Maduro permaneceu no poder e fraudou as eleições, falsificando os resultados. A intervenção dos Estados Unidos sinaliza que esse tipo de corrupção não será mais tolerado.
Apesar desses pontos, muitos criticaram a prisão de Maduro ordenada por Trump e os ataques a instalações militares venezuelanas. A seguir, algumas das objeções mais comuns, acompanhadas de suas respectivas respostas.
"Trump só quer o petróleo da Venezuela." Se o presidente Trump estivesse interessado apenas em petróleo, não precisaria intervir militarmente. Relatos recentes indicam que Maduro teria oferecido tudo a Trump — inclusive o controle da vasta riqueza petrolífera do país — em troca de sua permanência no poder.
"Trump rejeitou o acordo categoricamente." Da mesma forma, poderia ter mantido a licença concedida por Biden à Chevron para vender petróleo venezuelano. Em vez disso, o governo apertou o cerco, impondo no ano passado um bloqueio total a petroleiros sancionados que entravam e saíam da Venezuela.
"A intervenção desencadeará migração em massa." Na realidade, foi o governo Maduro que alimentou um êxodo massivo de refugiados; depô-lo é essencial para estancar esse fluxo. Quase 8 milhões de venezuelanos fugiram da instabilidade e da privação desde 2015. Libertar a Venezuela e promover uma transição democrática não criaria mais refugiados; ao contrário, permitiria que milhões retornassem para casa. Muitos já expressaram esse desejo caso as condições melhorem.
"Será outro Iraque ou Afeganistão." Se a Venezuela fosse apenas o palco de mais um conflito civil distante, os céticos teriam razão em pregar cautela. Mas a Venezuela não é “mais uma guerra sem fim”. Trata-se de um Estado cartelizado, acusado de narcoterrorismo; um centro exportador de crime organizado e instabilidade para todo o hemisfério; e o epicentro da maior crise de deslocamento das Américas.
Quando um regime opera simultaneamente como ditadura e organização criminosa transnacional, a contenção passa a ser uma forma de imprudência: a aceitação passiva de uma ameaça crescente à segurança em nossa porta.
A Venezuela sob Maduro era um Estado narcoterrorista que exportava cocaína, gangues e instabilidade para os Estados Unidos, ao mesmo tempo em que convidava adversários da América a fortalecer sua influência no hemisfério. Remover Maduro do poder é claramente do interesse nacional.
Se a próxima fase for conduzida com disciplina — apoiando uma transição democrática, combatendo o aparato dos cartéis e impulsionando o desenvolvimento econômico — a Venezuela poderá prosperar novamente e retomar o comércio com os Estados Unidos.
Um hemisfério no qual venezuelanos possam voltar para casa; criminosos percam seus refúgios; China, Rússia e Irã percam um de seus maiores trunfos; e ditadores entendam que seus atos têm consequências não é uma “fantasia intervencionista”. É o que a liderança americana deveria oferecer — e, até agora, o presidente Trump tem executado isso de forma magnífica.
©2026 City Journal. Publicado com permissão. Original em inglês: Trump Was Right About Venezuela



