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Crise política e sanitária

O que há no depoimento de Moro à PF. E a saúde na mão de médicos de universidades caça-níqueis

depoimento de Moro
Íntegra do depoimento de Moro à PF, no sábado, pode ser liberado a pedido do próprio ex-juiz da Lava Jato. (Foto: Rodrigo Sierpinski / Gazeta do Povo)

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Bom dia! Para começar. Após acusar o presidente Jair Bolsonaro de tentativa de interferência política e passar 8 horas em depoimento na Polícia Federal de Curitiba, o ex-ministro e ex-juiz da Lava Jato Sergio Moro pediu que tudo o que disse seja público. A íntegra do depoimento de Moro à PF inclui uma lista de testemunhas, como ministros, conversas com o presidente e aliados, entre outras provas.

O pedido depende agora de análise do Supremo Tribunal Federal (STF). O procurador-geral da República, Augusto Aras, já solicitou que sejam ouvidos os ministros citados no depoimento de Moro à PF. Mas o que já se sabe sobre o que o ex-juiz afirmou no último sábado (2)? Correspondente da Gazeta do Povo em Brasília, Kelli Kadanus adianta o que acontece nesta fase do inquérito e o que se sabe sobre o que o ex-juiz da Lava Jato afirmou à PF; leia a reportagem.

Podcast 15 minutos: do depoimento de Moro na PF às batalhas no STF

Conteúdo aberto

Medicina caça-níquel. Algumas ações de combate à Covid-19 são, no mínimo, questionáveis. De Brasília, a correspondente Isabelle Barone listou quais e apresenta o que as principais entidades médicas do Brasil têm a dizer sobre formatura antecipada e revalidação de diplomas de escolas médicas no exterior consideradas "caça-níqueis", com condições precárias, mas que atraem inúmeros estudantes brasileiros.

Atualização coronavírus. No último fim de semana, o Brasil ultrapassou 100 mil diagnósticos da doença. O Ministério da Saúde confirmou 7.321 mortes e 107.780 casos. Nesta segunda-feira (4), a pasta atualizou duas vezes os números. Mas e os recuperados? A divulgação não segue um padrão no Brasil, veja o exemplo do Paraná na reportagem de Rosana Félix. Confira ainda gráficos da Gazeta do Povo com a curva de casos em estados e países.

Um pouco mais sobre política. Bolsonaro deu posse ao novo diretor-geral da PF: Rolando Alexandre de Souza, braço-direito do diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Alexandre Ramagem, impedido de tomar posse. Confira o perfil do novo diretor da PF. De Brasília, Kelli Kadanus também mostra quem da “República de Curitiba” pode deixar o governo nos próximos dias.

Exclusivo para assinantes

China contra todos. Um relatório de inteligência do Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos destaca: em janeiro, a China ocultou a seriedade da Covid para estocar suprimentos médicos. O país também vem determinando prisões arbitrárias na pandemia. Editora de Mundo, Helen Mendes expõe outra nação que bateu de frente com a China: a Suécia cancelou acordos, fechou institutos culturais chineses e pediu a investigação até mesmo da Organização Mundial da Saúde (OMS). Já na Rússia, médicos que atuavam no combate ao coronavírus “caíram” de janelas.

Coronavírus na economia. Em números, para onde a atual crise pode levar o emprego e a renda dos brasileiros? Confira na reportagem de Giulia Fontes e conheça a cooperativa que, na contramão da pandemia, vai contratar 2,2 mil trabalhadores. E para que as coisas andem, o editor Guido Orgis dá a dica: o Banco Central precisa fingir que risco político não existe. Já o comentarista de mercado financeiro e estrategista-chefe da Clear Corretora, Roberto Indech, analisa: qual o retorno do investidor no ano e o que esperar para maio.

Debates essenciais. Colunista do Daily Signal, Dennis Prager traz a má notícia: estamos sentindo o gostinho do que é um Estado policial. Editor de Ideias da Gazeta do Povo, Jones Rossi apresenta a história de Shin In-geun, concebido e criado em campos de concentração na Coreia do Norte.

Além do depoimento de Moro, o mais importante de ontem no Brasil

Minuto coronavírus

Nossa visão

No limite. Em editorial publicado após as manifestações em que jornalistas foram agredidos no domingo (3), a Gazeta do Povo mostra que o limite do brasileiro comum não é bem o limite de Bolsonaro. Confira nossa visão sobre as declarações do presidente.

Para alguns limites, é bem verdade, há jeito. No domingo, o presidente diz aos apoiadores que “não tem mais conversa”, mas durante a semana recebe líderes de partidos do Centrão, para os quais começa a lotear cargos de segundo e terceiro escalão. Já bastará para evitar um eventual processo de impeachment. Há outros limites, no entanto, que nem um presidente no limite pode cruzar.

Aborto eugênico derrotado. A Gazeta do Povo também comenta a decisão do STF que derrubou ações que pleiteavam o direito ao aborto para gestantes infectadas com o zika vírus mesmo sem diagnóstico de microcefalia. Apesar da vitória, não se pode baixar a guarda; confira o editorial.

A comemoração no caso da ADI 5.581 não pode nos fazer perder de vista o fato de que o nascituro, o mais indefeso e inocente dos seres humanos, continua seriamente ameaçado no Supremo. Este 11 a zero nem de longe significa que os ministros caíram em si e se tornaram defensores da vida.

Para inspirar

Higienizar sem intoxicar. A Equipe Sempre Família traz um alerta sobre o risco de intoxicação ao higienizar os alimentos. Quais os sinais de alerta e como fazer isso da maneira correta em tempos de coronavírus? Confira na reportagem de Moreno Valério.

Tenha uma boa semana!

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