Seu app Gazeta do Povo está desatualizado.

ATUALIZAR

Caro usuário, por favor clique aqui e refaça seu login para aproveitar uma navegação ainda melhor em nosso portal. FECHAR
PUBLICIDADE

Bom dia

Um brasileiro livre, Bolsonaro dentro e Livres fora

E mais: Estatais gastam muito, brasileiros sabem do déficit mas não querem impostos, nem reforma da previdência, e o discurso petista do medo 

  • Renan Barbosa
 |
 
0 COMENTE! [0]
TOPO

Bom dia!

Foi solto o brasileiro Jonatan Diniz, que estava preso, desde o último dia 27, na sede do Serviço Bolivariano de Inteligência, a polícia política do chavismo.

Diniz, que já havia morado na Venezuela entre maio e agosto do ano passado, tomou a decisão de voltar ao país para ajudar as crianças venezuelanas. O número dois do regime, Diosdado Cabello, havia anunciado sua prisão dizendo que o jovem era um espião da CIA.

No meio do caminho

Um grupo de jovens liberais que gostaria de renovar as ideias brasileiras tropeçou nas práticas da velha política. Como a Gazeta do Povo já tinha adiantado em dezembro, o pré-candidato Jair Bolsonaro trocou o PEN, que passaria a se chamar Patriotas para recebê-lo, pelo PSL, que perderá o movimento Livres, ocupante de 12 dos 26 diretórios do partido.  

Bolsonaro negociou sua entrada com o presidente da legenda, Luciano Bivar, que, aliás, é pai de um líderes do Livres, Sergio Bivar. O movimento, surgido em 2016 para renovar o partido, defende ideias liberais com foco social e posições morais progressistas e considera a chegada de Bolsonaro “inteiramente incompatível com o projeto do Livres”. Integrantes discutem agora se o movimento se dispersa, vai para a Rede, o Partido Novo ou segue outro caminho.

O deputado federal Fernando Francischini (Solidariedade-PR), um dos tenentes de Bolsonaro, já anunciou que seguirá o pré-candidato

Eu tenho medo

Fernando Martins analisa o manifesto “Eleição sem Lula é fraude”, que já tem mais de 146 mil assinaturas. Pela primeira vez, o PT faz uso explícito do discurso do medo para tentar reverter a condenação de Lula:

Em outras palavras, não usadas pelo manifesto, mas que sintetizam a premissa do manifesto: o Brasil corre o sério risco de virar uma ditadura ou um regime autoritário não só se Lula for condenado, mas também se ele não se eleger presidente.

Dois poderes

Balanço divulgado pela Câmara dos Deputados mostra que, em 2017, o número de medidas provisórias aprovadas foi quase o mesmo de leis. Mas os principais temas estavam nas propostas de autoria do Executivo. Para o presidente da Câmara, as medidas são "instrumento autoritário" e "resquício da ditadura militar". 

As próximas eleições já mandam na política brasileira.  Depois dos ministros do Trabalho e da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, já há pelo menos mais dez na fila para desembarcar do governo até abril. E a previdência?

Contas públicas

Mesmo com tantos recuos e com a ofensiva publicitária do governo, a maioria dos brasileiros acha que a reforma da previdência é desnecessária. Sabendo da necessidade da medida, o governo prepara o terreno para tentar votar o texto em fevereiro.

A versão atual da reforma desistiu de mexer no Benefício de Prestação Continuada (BPC), mas um estudo do Banco Mundial mostrou que, de acordo com as regras vigentes e pelo excesso de decisões judiciais concedendo o benefício, o governo gasta bem mais com os mais ricos do que com os mais pobres.

Mais de 75% dos brasileiros estão cientes da discussão sobre o déficit nas contas públicas do país, mas só 4% apoiam o aumento de impostos. A solução? Cortar na carne. Políticos e juízes, ninguém escapa.

Quem tem medo

Um estudo da Instituição Fiscal Independente (IFI), ligada ao Senado, revelou que 86% dos gastos de dezoito empresas estatais analisadas vão para salários e despesas com o funcionalismo. Em uma delas, o cifra chega a 98%.

Já no BNDES, mais rombo à vista. Depois de Venezuela e Moçambique darem o calote, pode ser a vez de Angola, cujo novo governo quer renegociar as dívidas com o Brasil. A conta desses atrasos, que pode chegar a R$ 2 bilhões, fica para o contribuinte brasileiro. 

E no Podcast Ideias, Rodrigo Constantino e Alexandre Borges recebem Helio Beltrão, presidente do Instituto Mises Brasil, para tentar entender por que o brasileiro parece ter tanto medo das privatizações. Aproveite os afazeres matinais para escutar.

Enquanto isso...

O Consórcio de Libra, que opera no maior campo de petróleo do Brasil, começou um teste fundamental para o modelo de partilha e para o futuro da tecnologia no setor. Fernanda Trisotto explica a importância do evento.

Luto

Morreu, aos 91 anos, o escritor Carlos Heitor Cony. Membro da Academia Brasileira de Letras, vencedor de três prêmios Jabuti, Cony teve suas crônicas publicadas por muitos anos nesta Gazeta do Povo.

Quem também deixa um legado é o Tribunal Penal Internacional para a ex-Iugoslávia, que encerrou suas atividades em dezembro depois de 24 anos. Polêmico, foi o primeiro de uma série de iniciativas semelhantes do Conselho de Segurança da ONU e está na origem do Tribunal Penal Internacional, que é permanente.

Extremismo

No Espírito Santo, estudantes de uma universidade federal vandalizaram obras de arte com o tema do Padre Antônio Vieira, um dos mais importantes escritores em língua portuguesa. A razão? O “colonialismo” e o “racismo” de Vieira.

(In)segurança pública

Seis mil policiais militares correm risco de vida no Paraná usando coletes sucateados. O problema é antigo, mas só agora o governo resolveu agir e vai demorar seis meses para a solução chegar.

E, para amenizar a superlotação nos Distritos Policiais, seis celas modulares – os “shelters” – começaram a ser instalados em Curitiba. A medida é controversa.

A volta do que não foi

O Ministério Público Federal deu seguimento a uma denúncia de 2009 contra o atual governador Beto Richa (PSDB) por supostos desvios na saúde na época em que era prefeito de Curitiba. A denúncia tinha sido travada pela Assembleia Legislativa, mas o cenário mudou com a decisão do STF que, em maio, dispensou a autorização prévia das assembleias estaduais em ações penais.

Nosso Editorial comenta a inexplicável lentidão do TJ-PR no caso do deputado Nelson Justus, que era presidente da Alep à época dos escândalos do Diários Secretos:

A lentidão dos tribunais superiores e TJs permite, sim, falar em “foro privilegiado”, este nome informal que descreve a realidade de forma muito mais perfeita que o termo oficial, “prerrogativa de foro” – perdendo apenas, talvez, para a maneira muito sincera e nada pudica como o senador Romero Jucá (PMDB-RR) se referiu a essa benesse para as autoridades: “suruba”

No Pequeno Expediente, Rogerio Galindo e João Frey fazem um balanço do primeiro ano do mandato de Rafarel Greca (PMN) à frente da preifeitura de Curitiba.

Férias

Ainda está na praia? Saiba o que fazer para não perder as crianças na praia. Desde o dia 21 de dezembro, quando teve início a Operação Verão, foram 265 casos de crianças perdidas no litoral paranaense.

Lazer 

Algo para fazer? O Guia lista um programa por dia em Curitiba até sexta-feira.

Calor  Nove parques aquáticos em Curitiba e região.

Radical Parque Tupã traz 22 atrações para Curitiba.

Uma ótima semana para todos! Até sexta vamos juntos!

o que você achou?

deixe sua opinião

PUBLICIDADE

mais lidas de Opinião

PUBLICIDADE