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Como quase todo mundo, tenho parentes e amigos que moram nos Estados Unidos, principalmente em Nova York e em Washington, alvos preferenciais da atual onda terrorista. Falo com eles pelo telefone e por e-mail, leio os jornais e revistas. Não é difícil imaginar o que sentem.

Potencializando o inimigo na escala do próprio medo – não gosto de falar em paranoia –, fico sabendo que a população, espalhada pelas grandes e pequenas cidades, não teme exatamente um novo trauma como o do World Trade Center. Mas todos imaginam que alguma coisa diabólica poderá acontecer, como o envenenamento dos mananciais.

Tecnicamente, é mais fácil um grupo terrorista envenenar a água do que repetir o sofisticado ataque do 11 de Setembro. E é natural que haja este temor.

Durante a 2.ª Guerra Mundial, era eu criança ainda, tão logo o Brasil entrou no conflito, havia gente que jurava ter visto submarinos alemães em Copacabana. Dentro deles, havia câmeras que fotografavam os banhistas, ouviam todas as conversas. Sabiam de tudo, quem era a favor ou contra o nazismo.Um vizinho que morava no Leme chegou a vedar suas janelas com uma pesada cortina preta. Cismava que uma câmera potentíssima, em algum ponto do litoral carioca, estava fiscalizando a sua vida particular.

Pode parecer brincadeira, mas isso aconteceu – e em condições bem menos prováveis. Quando os ingleses mandaram colocar minas no canal da Mancha para impedir o ataque de navios alemães, falou-se seriamente em colocar minas no doméstico canal do Mangue.

Houve até mesmo um exercício de blecaute. Moradores da orla marítima passaram uma noite sem acender luzes em suas casas e apartamentos. É evidente que, com tantas e tamanhas cautelas, ganhamos a guerra.

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