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editorial 2

Fim à “boca-livre”

Jantares organizados por políticos para apoiadores, correligionários, prefeitos, vereadores ou representantes de categorias são uma prática cotidiana. Mas o que mostrou ontem esta Gazeta do Povo foi que os deputados estaduais do Paraná podem estar utilizando de verbas públicas para custear as chamadas "bocas-livres". Os nobres deputados gastaram R$ 1,7 milhão com alimentação em 2010. Essa prática é vedada em alguns estados, como em São Paulo, e agora o Ministério Público do Paraná vai iniciar investigações sobre o uso da verba de ressarcimento dos parlamentares. Espera-se que a investigação do MP resulte no fim dessa prática no nosso estado. Não são somente os gastos com alimentação, mas toda a verba de ressarcimento dos parlamentares – que além de despesas de alimentação paga combustíveis, locação de carros e imóveis, passagens, material de escritório e de divulgação, e gráficas, entre outros – deve ser investigada e questionada. Afinal, uma coisa é organizar o custeio de um gabinete e a outra é utilizar dinheiro público para um gasto que vai muito além da rotina de um escritório parlamentar. A gastança com alimentação, por exemplo, pode ser considerada em alguns casos como improbidade administrativa, visto o montante gasto por alguns parlamentares. Que as regras para a verba de ressarcimento sejam mais claras e, principalmente, obedeçam limites dentro de uma ética esperada do Poder Legislativo.

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