O desemprego é, sem dúvida, o principal problema social de um país. Dos problemas econômicos é o que tem o maior potencial de produzir crises sociais graves. Por isso, não dá para brincar com o aumento do número de pessoas desocupadas e, nesse caso, o tempo é uma variável decisiva. Não se pode perder um dia na guerra contra o desemprego, sobretudo em países com população crescente, como é o caso do Brasil. O governo tem sido rápido em aumentar o tamanho da máquina pública e em criar cargos burocráticos, prática que não beneficia a multidão de brasileiros de renda baixa, de pouca qualificação e com enormes carências sociais. Muitos políticos vêm apostando que a crise seja amenizada e o nível de contratação aumente nos próximos meses, aliviando o governo de suas responsabilidades. Todavia, o desemprego e o subemprego informal são graves e exigem que o governo atue rápido e com eficiência. Talvez seja esperar demais dos dirigentes públicos, mas é preciso cobrar.
Editorial 2



