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Coluna do leitor

Colégio Pedro Macedo

Em 23/8, participei da festa dos 50 anos de fundação do Colégio Estadual Pedro Macedo, no qual estudei no início da década de 70. Lembranças e emoções surgiram ao rever o colégio e ex-colegas. Sabemos que, daquela década em diante, houve um declínio na educação pública do estado, devido à falta de recursos para investimentos e manutenção, além de outros fatores. É gratificante ver que muitos educadores ainda encontram motivação para valorizar uma escola que tem sido importante na formação de tantos cidadãos. Cumprimento as pessoas envolvidas na organização do evento e a todos os profissionais da educação que procuram manter e aprimorar as condições de ensino oferecidas naquele que é um dos maiores colégios do estado. É no cotidiano escolar que se realiza o verdadeiro sentido da palavra "educação". A tarefa de resgatar, registrar e valorizar o trabalho realizado por professores, alunos e pais já foi iniciada. Para a sua continuidade, precisa da participação das pessoas que estudaram ou trabalharam no colégio e podem contribuir com fotografias e depoimentos. Quem fez parte da história do Pedro Macedo certamente compreende a importância dessa colaboração.Yara do Rocio Bonat Trevisan, psicóloga e professoraCuritiba, PR Caça ao voto

A um mês para a eleição de nossos representantes, verificamos a caça ao voto – como sempre – com ataques aos adversários, jargões e outras coisas que ninguém imagina o que um ser humano fará para conseguir a concorrida e abonada vaga pública. Exemplos: "... sou a favor dos pobres, vou processá-lo, quero que explique ao povo..." blá, blá, blá! Considerando que só o deputado federal recebe em torno de R$ 100 mil, sendo R$ 12.847,20 de salário (que pode ser recebido de 15 a 19 vezes por ano) e o restante é verba de gabinete, auxílio-moradia, passagens aéreas etc. digamos que seja um excelente emprego. Num país em que grande parte da população sobrevive com um salário mínimo ou até menos do que isso, é vergonhoso, imoral e desumano ouvir candidatos sem projetos decentes. E, o pior, sem comprometimentos reais. Por essas e outras nos desanima e nos faz repensar o voto de maneira que o sem-ninguém é candidato!

Edivana Venturin, advogadaCuritiba, PR

Falta de sinalização

Os culpados pela ocorrência do segundo acidente na BR-376, sábado último, são a Polícia Rodoviária Federal e os motoristas das carretas. Passei pelo acidente às 9h30. Os policiais colocaram cones para desviar a pista pelo lado esquerdo. Somente isso, sem nenhuma outra sinalização. Lá, já estavam duas ambulâncias do Corpo de Bombeiros, Polícia Rodoviária e um helicóptero do governo de Santa Catarina. A Polícia Rodoviária deveria ter ficado pelo menos a 1 km acima, sinalizando sobre o acidente. Não o fizeram. Grande parte dos caminhoneiros não respeita os limites de velocidade.

Luiz Chimenes Curitiba, PR

Onde está a segurança?

Em menos de 12 horas, tive a infeliz oportunidade de conhecer três pessoas que foram assaltadas. Um assalto em um apartamento na praia de Caiobá, à mão armada, na madrugada de sábado para domingo, no prédio onde tenho apartamento. Nada fizeram às vítimas fisicamente. Um assalto de uma colega de trabalho em frente de pet shop, no bairro do Tarumã, e outro assalto à mão armada de um comerciante, meu vizinho. No debate de 2.ª-feira, o governador afirmou que comprou 3.900 viaturas para polícia e contratou 4.000 policiais e que existe um mapa de geoprocessamento do crime. Há uma conta que não fecha, é pura aritmética e proporcionalidade. Sem contarmos com a ponderação e índices de criminalidade, somos 399 municípios no Paraná. Grosseiramente, seriam 10 viaturas por município e mais ou menos 10 policiais por cidade. Para Curitiba isto não é nada, mas para Matinhos 10 viaturas e ainda fora de temporada já faz diferença. Só que a gente não vê e não sente essa segurança, com a presença do policial, nem aqui na capital e nem o que falar no litoral. Acho que o geoprocessamento deve apresentar relatórios mais objetivos e não deixar o nosso governador falar aquilo que nós não vemos.

José Alberto ReimannCuritiba, PR

Evitar acidentes é possível

Acidentes em descida de serras poderiam ser reduzidos se algumas medidas relativamente simples fossem adotadas, como nas montanhas do Canadá e também em outros países. Antes das grandes descidas, existe, ao lado da pista descendente, um pequeno trecho, talvez de uns 100 metros, onde os caminhões são obrigados a entrar e testar seus freios. Grandes placas avisam: "Caminhões testem aqui seus freios". Após o início da descida, cada vez que há uma meia encosta, são construídas saídas para a direita, também de alguns metros, talvez uns 50, onde em caso de falha nos freios, os caminhões entram e, como são subidas, imediatamente param. Essas saídas de emergência também são muito bem sinalizadas. Os caminhões são obrigados a trafegar apenas pela pista da direita e não podem ultrapassar outros veículos durante as descidas. Com essas medidas, muitas vidas poderiam ser poupadas e acidentes, como os do último fim de semana, evitados.

Fernando Hatschbach, engenheiro civilCuritiba

Limpeza no rio

Faço todos os dias o trajeto do Boqueirão até São José dos Pinhais, onde trabalho. Tenho observado o Rio Iguaçu e o Canal Estravasor. Há muito tempo que os dois não recebem nenhuma limpeza, seja por parte da prefeitura de Curitiba, seja por parte do estado. O que está faltando aos nossos governantes? Visão ou vontade de fazer um trabalho que pode evitar futuras enchentes? Se não fazem o necessário à população, querem cargo político para quê? Isso sem falar na ponte que liga os dois municípios, que está a ponto de cair, com o tráfego intenso que recebe diariamente. Será que nosso estado está falido?Salvador Pires Machado, corretor de imóveisCuritiba, PREnsino fundamental

Pela nova lei, as crianças nascidas após dia 2 de março de 2000, que estão fazendo o pré III – e com certeza já estão alfabetizadas –, são as únicas prejudicas com a mudança no ensino fundamental. Conforme tenho lido e escutado, a 1.ª série do ensino fundamental de 9 anos será transformada em pré-escola. É justo nossas crianças terem que "repetir" o pré III na 1.ª série? Não traria até uma desmotivação? Não seria correto as crianças que já estão no pré III irem para a 1.ª série do ensino fundamental? Espero ainda confiante que haja bom senso por parte da Secretaria da Educação.

Eliana Neves Müller Curitiba, PR

Erramos

Na reportagem "PF busca foragido da Operação Dilúvio", publicada em 29/8/06, foi publicado erroneamente que os detidos Gerry César Barankievicz, José Eugênio Benedeti, Júlio César de Oliveira e Benjamin da Veiga eram funcionários da Receita Estadual. Na verdade, os quatro trabalhavam na Receita Federal quando foram presos na operação da Polícia Federal no Paraná.

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