Sobre a matéria "Avanço do eucalipto preocupa" (Gazeta 1º/4), desejamos esclarecer que as atividades florestais da Klabin na região do Norte Pioneiro abrangem uma área de 12,6 mil hectares plantados, dos quais 6,3 mil hectares em áreas próprias e em parcerias com proprietários de terras e 6,3 mil hectares em áreas de fomento florestal, o que representa 0,4% da área total da região, de 2,9 milhões de hectares (46 municípios). Destacamos ainda que todas as áreas de florestas plantadas pela Klabin na região, a exemplo do que a empresa pratica em todas as localidades onde mantém atividade florestal, possuem rigoroso planejamento baseado em um modelo de preservação do meio ambiente reconhecido internacionalmente.
Cristiana Xavier de Brito, gerente de comunicação e responsabilidade social da Klabin
Câmara 1
Em relação ao recuo da Câmara para manter benefícios que seriam extintos (Gazeta, 8/4), o melhor a fazer é parar de cobrar transparência dos deputados federais, pois cada vez que tentam cortar algumas despesas, criam situações mais vantajosas para si, aumentando em muito seus beneficios e, em contrapartida, onerando os gastos públicos. Com a manutenção dos beneficios, podemos ter certeza de que as benesses para nossos eleitos serão em muito acrescidas de ganhos e, mais uma vez, nós pagaremos a conta.
Plínio Marcondes, por e-mail
Câmara 2
Por que nossos deputados, cuja maioria legisla em causa própria, em vez de agregar quantias aos seus ganhos já excessivos para o que significam em nossa vida e pelo que deixam de fazer não tratam de bancar as despesas extras com seu próprio salário, como nós, meros mortais tentamos fazer? Se justificam que tarifas telefônicas e o combustível estão caros, por que pelo menos não lutam para os preços baixem? Já seria alguma coisa. E nós não ficaríamos aqui, lamentando a obrigatoriedade do voto.
Nereu Augusto Tadeu de Ganter Peplow, advogado, Curitiba PR
Assembleia
Vergonhosa a emenda do deputado estadual do PT que não prioriza a ocupação de cargos, preferencialmente, por concursados. Fica demonstrado que assessores virtuais não funcionam. Caso contrário, não surgiria um projeto de emenda dessa qualidade.
Sérgio Andrekowicz, União da Vitória PR
Enem 1
Para selecionar os alunos para a graduação o Enem é eficiente. Mas é preciso que cobrem com seriedade e propriedade os conhecimentos necessários para que o futuro acadêmico tenha embasamento suficiente para encarar seu curso com competência.
Ivone Pregnolato, por e-mail
Enem 2
A ideia do ministro Fernando Haddad é certamente muito original. No entanto, em relação à prova de segunda fase ser facultativa, essa decisão não está certa. Se as universidades quiserem alunos aptos para o curso escolhido, o mínimo exigido é terem conhecimento da habilidade específica (para tornar-se um advogado, filosofia e história são cruciais, da mesma maneira que para tornar-se um biólogo, entender bem biologia é essencial).
Felipe Martins Greiner, por e-mail
Enem 3
A ideia do Enem substituir o vestibular pode ser boa para um país sério, o que infelizmente, não é a nossa realidade. O próprio ministro da Educação admitiu a possibilidade de fraude quando mencionou o uso da Polícia Federal se necessário. Realmente a educação tornou-se um caso de polícia neste país. Por que as verbas anunciadas pelo ministério da educação, que serão repassadas só para as universidades que aderirem ao exame unificado, não são oferecidas para melhorias do ensino fundamental? Será que seria porque os alunos dessa fase ainda não votam?
Eliane Bordini, por email
Enem 4
Acredito que o Enem é um bom meio de selecionar alunos para a graduação. E o fato de agora permitir que sejam disputadas vagas em cinco instituições federais ao mesmo tempo vai tornar o processo mais justo, pois muitos alunos não têm poder aquisitivo para se deslocar e tentar vários vestibulares. Isto, somado ao diferencial de ter frequentado um cursinho preparatório, determina quem realmente tem mais chances de chegar lá.
Cristina Schuster, por e-mail
Charge
Surpreendeu-me sobremaneira a charge publicada na edição de 6/4. Se o chargista não acredita em Deus nem por isso ele tem o direito de debochar de Jesus Cristo na cruz. Utilizar Jesus Cristo para uma charge, além de ser de péssimo gosto, fere aqueles que professam a fé Nele, e estes não são minoria neste país. Sejam de que confissão forem, devem ser respeitados como bem resguarda a Constituição brasileira. Atente-se que mesmo se minoria fossem, ainda assim não permite o Direito brasileiro que se faça chacota da crença das pessoas. O chargista poderia ter sido mais respeitoso em vez de aproveitar a Semana Santa para uma charge tão irreverente. A democracia pressupõe o respeito pelas opiniões e convicções de todos. Os ateus merecem meu profundo respeito ainda que tenhamos convicções divergentes. Criatividade também se exerce com respeito quando se tem esse princípio por norma de conduta.
Maria de Lourdes Seraphico Peixoto da Silva, por e-mail
Raças perigosas
Há cerca de 30 anos, "o cão" era o dobermann. Com ele não tinha conversa: matava o dono, o seu filho, a sogra, vizinhos. Passado algum tempo, quase foi desbancado pelo mastim. Não deu certo. Acho que o mastim comia muito e era meio caro mantê-lo. Mas logo chegou o rottweiler para destronar qualquer pretendente. Este sim matava todos. Várias foram as cartas, publicadas nos jornais, pedindo o fim da criação deste cão. Depois de muitos serviços (mal remunerados) em canteiros de obras e casas abandonadas, foi desbancado o valente, leal e, sim, doce rottweiler. O assassino da vez é o pit bull. Até quando o ser humano irá "fabricar" raças caninas a seu bel-prazer para exploração pura e simples? Estes "fabricantes" de cães perigosos pagam impostos sobre o "produto" vendido? É dever do município regulamentar a criação e comercialização de cães? Deveria cobrar ISS? Ou, já que é considerado mercadoria, seria dever do estado regulamentar para a cobrança de ICMS?
Irene Sandke, Curitiba PR
Estrada da Ribeira
Será que a atual administração do governo do estado do Paraná pretende concluir as intermináveis obras na Estrada Ribeira antes das próximas eleições?
Carlos Hoffelder, por e-mail
Friedmann
Como faço habitualmente, li com atenção a crônica de Friedmann Wendpap publicada na edição de 6/4 da Gazeta do Povo. É sempre um prazer "escutar" as ideias das pessoas que têm o dom de "conversar pelas pontas dos dedos".
Zélia Gianello de Oliveira, por e-mail
Muro na favela
O dicionário define muro como: parede forte que cerca um recinto. Porém sabemos que o significado desta palavra vai muito além desta mera definição . Quando escutamos a palavra muro logo imaginamos uma espécie de barreira. Ao abrir o jornal de 5/4, deparei-me com uma matéria dizendo que o governo do Rio de Janeiro anunciou há uma semana a erguida de muros para conter a expansão das favelas e prevenir a destruição da Mata Atlântica. Conversei com especialistas e eles confirmaram que o objetivo ecológico é apenas uma desculpa para discriminar os mais pobres. Pois todos os muros erguidos por governantes causaram confusões e revoltas. Lembrei-me de um poema de Bretch: "As pessoas são solitárias porque constroem muros ao invés de pontes". Realmente, no caso do Rio de Janeiro, o governo deveria construir pontes em vez de muros. As autoridades deveriam investir em educação e saúde nas favelas, com o acompanhamento de profissionais especializados. Afinal, muros podem ser pulados e demolidos. Mas uma ponte que foi erguida pode até ser destruída, porém jamais será esquecida por quem andou sobre ela.
Luciana do Rocio Mallon, por e-mail
Nutricionista
Acho um absurdo que a Funasa (órgão do governo federal) abra concurso público e não contemple a área de Nutrição. Sabidamente, o nutricionista é hoje profissional indispensável em qualquer ação em prol da saúde.
Elizabeth das Chagas, empresária, Curitiba PR
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