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Coluna do leitor

Praia pública ou privada?

É louvável a iniciativa de se promover eventos no litoral para atrair os veranistas e oferecer cada vez mais opções de lazer para os turistas. A pergunta que fica é a seguinte: pode a iniciativa privada promover megaeventos com artistas e bandas de renome nacional cobrando ingressos, nas areias do nosso litoral? Um dia antes do evento, para a montagem da estrutura, e um dia depois, para desarmar o circo, portanto durante três dias, grande parte da área da praia, geralmente a área central, fica interditada para os veranistas, assim como também as ruas vizinhas, causando transtornos para turistas e moradores e mobilizando dezenas de policiais militares que são funcionários públicos, para orientar o trânsito e garantir a segurança no local. É lícito impedir o livre acesso da população a um espaço público, para ceder esse espaço para uma promoção da iniciativa privada, com fins lucrativos? E quem não quer, ou não pode pagar, vai ficar privado de ocupar um espaço que pode ser considerado o mais democrático dos espaços públicos, a areia da praia?

Afonso Celso Barreiros, advogadoCuritiba,PR

Centro de Curitiba

Até quando seremos obrigados a dividir espaço com prostitutas, mendigos, pedintes e demais desocupados que tomaram conta do centro de Curitiba? Será que não está na hora de dar um basta nessa situação vergonhosa que tomou conta da cidade? Não se pode mais passear no Passeio Público sem ser importunado por "profissionais do sexo"... O que dizer então do Terminal do Guadalupe? Estão "batendo ponto" em período integral neste local, onde também é grande o uso e o comércio de drogas... Quem sofre com esse descaso somos nós, que somos obrigados a passar por esses locais todos os dias. É preciso que haja uma efetiva fiscalização da polícia ou de algo equivalente, pois é impossível continuar convivendo com essa situação.

Luiz A. MirandaCuritiba, PR

Maus exemplos

Apesar dos diversos escorregões e da tentativa de transmitir moralidade aos eleitores, a situação dos deputados e senadores está complicada. Já não é de hoje que o eleitor anda desconfiado, e com razão, de que aquele sujeito bonzinho na época de eleição, e em quem depositou as suas esperanças, não vale é nada. Maus exemplos é que não faltam: de desvios, mentiras, posições antagônicas, troca de favores, acordões e falta de vergonha. Tudo que alguém em sã consciência não aprecia em nenhum ser humano, muito menos naquele em quem se depositou confiança. Assim, vamos fingindo que as coisas estão melhorando e que, algum dia, tudo vai se ajeitar, com a paciência que o brasileiro tem e a complacência do poder. Que vergonha!

Armando Moreira FilhoCuritiba, PR

Telefone 156

Há exatamente 20 dias liguei para o telefone 156, que atende aos serviços da prefeitura de Curitiba, solicitando uma remoção de animais, tendo em vista que na frente de minha casa, ficou impossível transitar, pois ali se encontravam cinco cachorros e uma cadela. Fiz diversas ligações para cobrar a solicitação, pois haviam me dado um número de Protocolo 1364713, no qual os atendentes diziam que em um prazo mínimo de dias eles efetuariam a ronda. Não acredito que tal carrocinha esteja tão atarefada, não dando tempo para executar um serviço solicitado, pois o número de animais de rua em Curitiba vem aumentando a cada dia que passa. Acho uma falta de responsabilidade por parte da PMC em não atender às solicitações de imediato, uma vez que pagamos e, muito caro, por todos os impostos que nos são cobrados, mas, quando nescessitamos de serviços, somos ignorados.

Mário César Zytkuewisz, gerente de vendasCuritiba, PR

Nepotismo

O fim do nepotismo no Judiciário é mais um avanço da sociedade, para pôr fim a mentalidades colonialistas que ainda resistem em alguns setores das nossas vidas. O mais impressionante é o cinismo de alguns membros das diversas cortes ao tentarem justificar a nomeação de seus maridos ou esposas, filhos e filhas, sobrinhos e demais parentes. Sob a justificativa de que são da sua extrema confiança excluem todos os não-parentes do rol de pessoas decentes e idôneas. É como se essas qualidades fossem privilégio das suas cepas genéticas. Imaginemos que os generais, almirantes e brigadeiros que realmente se cercam de assuntos extremamente sigilosos também adotassem este critério! Nesse caso, o que seria determinante para o sucesso na carreira militar seria a árvore genealógica dos oficiais e não o mérito ou a competência.

Rubens Santos, empresárioCuritiba, PR

Placa irregular

A respeito da carta de José Kummer, publicada em 7/2/06, o Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (Ippuc), informa, em resposta enviada em 16/2/06, que os técnicos do Ippuc e da Concessionária Adshel, responsável pelo espaço publicitário da Avenida Kennedy, ao qual se referiu o leitor, já realizaram vistoria no local, para verificar eventuais problemas causados pela placa. Os técnicos registraram em fotografia a visibilidade do motorista na posição de conversão dos veículos, no retorno no canteiro central da Av. Presidente Kennedy. Foi constatado que é perfeitamente possível a manobra de conversão de veículos sem riscos de acidentes. O Ippuc lembra que é a exploração da publicidade no espaço público que permite a implantação e manutenção do novo mobiliário urbano de Curitiba, cujo componente principal são os abrigos de ônibus. Dos cerca de 2.500 abrigos previstos, apenas 40% têm publicidade. Para viabilizar a colocação dos abrigos sem publicidade nas áreas periféricas da cidade, é permitida a veiculação de publicidade em outros suportes, como relógios, painéis e totens informativos. Nesses últimos também são veiculadas informações sobre serviços municipais. Esses equipamentos são posicionados de modo a não obstruir a circulação de pedestres ou veículos. Ficam, preferencialmente, próximos à divisa entre lotes e afastados do meio-fio. Antes de serem implantados, é feita uma simulação de visibilidade para garantir as condições de segurança para motoristas e pedestres.

Secretaria da Comunicação Social da Prefeitura de Curitiba

Errata

Diferentemente do que foi publicado na edição de domingo na matéria "Consumo já é intenso no mercado externo", sobre produtos orgânicos, a Apex-Brasil é uma Agência (e não Associação) de governo, responsável pela política de promoção comercial do Brasil. Em 2003 a agência iniciou a implantação de um projeto de apoio ao segmento de produtos orgânicos, visando ao mercado externo. Contudo, a campanha "We do it different" foi criada ano passado e lançada em dezembro último com o intuito de trabalhar a imagem do Brasil (e todos os milhares de produtos brasileiros exportados, não apenas orgânicos) no mundo, começando pela Alemanha devido à Copa do Mundo. O objetivo é, também, ampliar a divulgação da Marca Brasil e aumentar o potencial da geração de negócios em 2006, principalmente na Europa.

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