Arraigou-se, em nossa população, a pronúncia inglesa da palavra "condor", pronunciada, erroneamente, em português, com o acento tônico na penúltima sílaba (condor). Não existe essa forma de pronúncia na língua portuguesa. O novo Dicionário Aurélio não a registra. Sua pronúncia correta, em nossa língua, é condor (vocábulo oxítono, isto é, com acento na última sílaba). Se a pronúncia condor, paroxítona, fosse correta, a palavra teria que ser grafada com um acento circunflexo no "o" da penúltima sílaba (côndor).
Henrique Goltz, professor e bancário aposentadoCuritiba, PR
Racionamento
A maioria dos estabelecimentos, em especial supermercados, tem nas instalações sanitárias para uso da clientela um comando que aciona o fluxo de água da pia. Em diversos casos, esse fluxo dura mais do que o desejável, ocasionando desperdício do precioso líquido. Tendo em vista a grave situação atual nesse setor, em que a economia é imprescindível, sugiro que esses estabelecimentos promovam a redução do tempo de duração para o mínimo necessário (aqueles que precisarem de maior quantidade de líquido darão normalmente novo toque no dispositivo). Tal procedimento ocasionará, em grande escala, menor consumo de água, o que proporcionará um maior beneficio à população. Tratando-se de torneiras convencionais, a melhor forma de economizar ficará a cargo do usuário. Nesse caso, seria útil a afixação de cartazes para orientação.
Hélion de Meneses Peixoto, aposentadoCuritiba, PR
Cuba
Quando 10 por cento dos habitantes de um país são obrigados a abandonar seu lar, alguma coisa de muito grave está acontecendo. Quando quem não consegue fugir é fuzilado com julgamento prévio automático, está instalado um tenebroso regime de terror. Isto ocorre no paraíso de Cuba, que perderia a quase totalidade de sua população se houvesse liberdade. Por outro lado, dizer que a pequena ilha é insignificante perante o contexto mundial é mais uma sandice, pois todos sabem da influência que Fidel Castro procurou ter em todos os países da América Latina e que tenta ressurgir agora com a colaboração do trombeteiro Hugo Chávez.
Geraldo Siffert Junior, médicoRio de Janeiro, RJ
Patrimônio
É muito interessante ver a declaração de patrimônio dos candidatos às eleições. A informação seria mais completa se eles declarassem o patrimônio antes de entrar na vida pública, e se exercem outra atividade lucrativa e em que nível. Digo isso porque nesse meio poderia entrar um mensalão, uma ambulância ou a mão de Deus na Mega-Sena! Por que mesmo eles querem ser eleitos?Francisco A. Magalhães, aposentadoCuritiba, PR
A cidade cresceu
Em relação à opinião do sr. Jorge Derviche Filho, concordo plenamente. Curitiba deixou de ser uma pacata cidade para se tornar uma mini-São Paulo com todos os assaltos, seqüestros relâmpagos e criminalidade que vieram com a migração. Basta ver o número de carros do estado de São Paulo circulando pela nossa ex-segura e sossegada cidade.
Edil Lagos, comercianteCuritiba, PR
Aposentados
Pelos jornais, leio que a ministra Dilma diz que não dá para pagar reajuste de 16,67% a aposentados por não ser de interesse primordial e que o governo sempre teve seriedade de colocar primeiro o interesse do país à frente dos de qualquer categoria. E quais são esses maiores interesses, a não o ser de corrigir o total desprezo que o governo, assessorado por ministros superinteligentes, super-sabidos, supercalculistas, que não sentem que estão levando realmente o país à falência, achatando cada vez mais os ganhos dos aposentados e pensionistas que recebem um pouco a mais do salário mínimo.Celso Ribeiro, contador e presidente da AposparCuritiba, PR
Educação
O ex-ministro Eduardo Portella afirma que o Brasil não tem dado prioridade à educação. Mas sabendo que lideramos o analfabetismo na América Latina, com índices de reprovação escolar iguais aos países africanos, temos 52% dos alunos da 5.ª série das escolas públicas completamente analfabetos e 74% da população entre 15 e 64 anos com dificuldades de leitura e escrita, concluímos que o Brasil tem dado prioridade ao analfabetismo.
Ergógiro Dantas, pedagogo aposentadoRio de Janeiro, RJ
Facilitou a leitura
Quero parabenizar o integrante da Gazeta do Povo que teve a feliz idéia de diminuir a largura dos textos das jornalistas Dora Kramer e Míriam Leitão. Isso aumenta a velocidade de leitura sem prejudicar a compreensão. É elogiável a outra medida que foi lançada durante a Copa do Mundo, quando nas colunas dos comentaristas esportivos foi colocada a foto do autor. Isso agora foi adotado nas colunas das jornalistas citadas e deveria ser estendido a todas as colunas do jornal, seja dos comentaristas locais como dos nacionais. É muito interessante para o leitor ter a imagem dos seus colunistas preferidos.Luiz Carlos Silvério dos Santos Curitiba, PR
Eleições 2006
Caiu em descrédito o Executivo porque fingiu que não viu e nada sabia. Faliu o atual Legislativo, porque se tornou vendável, subserviente e tolerante na sua básica função de fazer leis e fiscalizar as ações do Executivo, ressalvando-se minoritárias exceções que honram o mandato. Já quase faliu o Judiciário, porque se debate no mar revolto das minúcias penais arcaicas, excesso de instâncias de recursos, deixando inocentes úteis e os verdadeiros quadrilheiros e ladrões ao alcance da prescrição de suas merecidas penalidades. Aí fica difícil para o eleitor a separação do joio do trigo, pois ninguém traz letreiro gravado na testa... O voto para ser anulado não tem lugar no teclado digital da urna. O voto em branco (dito nulo) pode facilitar a volta dos mesmos autores dos filmes desastrosos econômicos ou nacionais a que estamos assistindo no campo da administração pública, em todas as áreas, infelizmente. Quem mais sofre são os desempregados e aposentados do INSS. Até quando?
Suzano Stepulski SantosCuritiba, PR
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