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Coluna do leitor

Protestos 1

Desmoralizado e agora sem-vergonha, o Planalto se diz "do lado dos manifestantes" (Gazeta, 19/6), mas a verdade é que sempre esteve do lado dele mesmo. A nação brasileira exige muito mais que R$ 0,20. Exige uma imediata reforma política capaz de extirpar os corruptos da vida pública e restituir o que foi amealhado à custa da saúde, da educação, da mobilidade e progresso da nação.

Cesar A. G. Scigliano

Protestos 2

As passeatas, mas não o vandalismo dos bandidos que lamentavelmente as acompanham, têm acordado o Brasil e nos enchido de orgulho. Mas, se não tiverem objetivos palpáveis para sustentá-las, logo vão perder a razão de ser e se esvair. Não é suficiente gritar "basta de corrupção": os políticos simplesmente não se importam. Mas o Congresso logo mudaria a lei eleitoral, mesmo a contragosto, se saíssemos às ruas pedindo "Voto Distrital Já".

Marcus V. Telles Fadel

Protestos 3

É inalcançável o cinismo dos representantes e ex-representantes do governo! Quando a presidente Dilma, após reunião com o ex-presidente Lula e João Santana – sempre levam o marqueteiro a tiracolo –, diz "que está ao lado da população" no repúdio à corrupção e ao uso indevido do dinheiro público, a quem ela está se referindo? Quem está no poder há 12 anos e faz questão de comemorar? É muito cinismo mesmo!

Carolina de Andrade

Protestos 4

Na história do Brasil pudemos assistir a dois belíssimos movimentos populares: o Movimento das Diretas Já e o Movimento dos Caras-pintadas. Ambos tinham propósitos definidos e objetivos determinados, e por isso alcançaram sucesso. Acharia válido um movimento hoje se realmente fosse para levantar a bandeira dos maiores males que nos afligem atualmente: a insegurança e a impunidade.

Adriana Lacerda Twerdochlib

Estatuto do Nascituro

Fico feliz de ver a ponderação e respeito com que o difícil tema do Estatuto do Nascituro (Gazeta, 17/6) foi tratado pela Gazeta do Povo. A solução apresentada pelo Estatuto, sem ferir a legislação vigente, além de não punir um inocente, é verdadeiramente uma opção humana para a mulher vítima de violência.

João Carlos Sobenes Filho

Tribunal de Contas

A disputa para o cargo de conselheiro do Tribunal de Contas do Paraná revela-se ser mais pelo cargo vitalício do que pela preocupação em atuar em prol da sociedade, fiscalizando os gastos do dinheiro público. Torna-se cada vez mais uma disputa política vergonhosa, deixando de lado o quesito técnico-administrativo que deveria ser o balizador do cargo. Não podemos mais permitir que órgãos públicos sejam ocupados por pessoas sem a devida qualificação técnica necessária para tal.

Ricardo Luiz Negrão, empresário

Judiciário

Está na hora de acabar com essa podridão que vem desde a época dos desmandos de Aníbal Khury. Parece haver um verdadeiro poder paralelo no Judiciário paranaense, e nosso governador está negociando exatamente com esse grupo para conseguir que os depósitos judiciais entrem no caixa único estadual. É uma vergonha.

Hermes Carlos Bollmann

Salários

A tão prometida transparência na Assembleia está longe de ser 100%. Vamos ver se a presidência da Casa irá ceder aos deputados ou atenderá a população que quer ver o quanto recebem os comissionados. Pelo temor de alguns com a possível divulgação, não deve ser pouco. Mas a população está nas ruas clamando e mostrando sua insatisfação. Que os deputados "acordem" e mudem, pois 2014 está chegando.

Marcelo Renato Jakubiu

Poder de investigação

Sou declaradamente contra o fim do poder de investigação do Ministério Público. Porém, é preciso encontrar uma solução para que promotores e delegados operem em conjunto. O delegado é um mero instrumento manipulado pelo poder político. Quando era delegado em Ponta Grossa, em 1972 e em 1982, anos eleitorais, fui sumariamente exonerado do cargo por ordem do governador, porque o meu trabalho, embora necessário e essencialmente correto, prejudicava interesses políticos da época.

Pedro Gentil Andriolli, delegado aposentado

CPI do Pedágio 1

A CPI do Pedágio ser rejeitada por alguns deputados (Gazeta, 18/6) não me surpreendeu, até porque sabemos que iria dar em pizza mesmo; mas o que chamou atenção é que nas manifestações pelas ruas ninguém protestou contra esses abusivos pedágios criados nos governos de FHC e Jaime Lerner!

Geraldo da Silva Costa

CPI do Pedágio 2

Quando se criaram os partidos políticos, cada um tinha sua ideologia. Hoje, a palavra ideologia, bem como a ética, a moral e o interesse público, simplesmente sumiram de seus dicionários. O que existe realmente é o toma-lá-dá-cá. Na esfera federal, os partidos governistas formam um verdadeiro exército de defesa dos seus aliados. No estado ocorre a mesma coisa. Vejamos o caso da CPI do Pedágio. Na última hora, quem era a favor voltou atrás.

Wilson Oliveira Trindade, bacharel em Direito, Londrina – PR

"Cura gay"

Já que a digníssima Comissão dos Direitos Humanos aprovou a "cura gay" (Gazeta, 19/6), poderia também aprovar a cura da falta de vergonha na cara. Fico impressionado com a petulância de certos políticos.

Sandra Eliza Timóteo dos Santos

Auxílio-alimentação

Realmente, instalou-se a pouca vergonha neste estado. Nossos deputados estaduais aprovavam aumento do auxílio-alimentação de R$ 700 para seus servidores, com um custo de R$ 502,8 mil aos cofres públicos. Enquanto isso, para os servidores receberem a correção inflacionária de 6,49%, foram rodadas e rodadas de negociação. Só para termos uma ideia, um agente educacional da Seed recebe hoje exatos R$ 103 como auxílio-alimentação.

Marcelo Rebinski, professor

Requião

Interessante notar que o atual senador Roberto Requião era autoritário, chegando a demitir secretários em público. Agora, lá em Brasília, não vemos a mídia tocar no nome dele. Será que ele faz parte do "baixo clero" e por isso não é mencionado? Uma vez ele disse que a maioria das cidades paranaenses tinha meio prefeito, tal era a incapacidade dos mesmos em administrar suas cidades. Acho que ele estava certo.

João Aparecido Venâncio da Silva

Transporte coletivo

Uma das ideias para baratear o transporte público seria fazer com que os automóveis passassem a subsidiar o sistema como compensação pelo uso excessivo do espaço urbano. Seria mais uma forma também de tirar os carros que congestionam as cidades. Londres, por exemplo, adotou o pedágio urbano com sucesso.

Gilberto Felipe Daher, engenheiro

Educação infantil

A educação infantil hoje, além de essencial para os pais que trabalham fora, também é fundamental para o desenvolvimento do intelecto e formação da criança. Mas, infelizmente, a educação no Brasil é muito precária, problema presente desde a formação dos docentes. Além disso, as famílias não encaram a educação dos filhos como uma prioridade. Alguns preferem comprar um veículo a investir na educação dos filhos.

Caroline F. da Cruz, Piraquara – PR

Piso salarial

Sobre os municípios que não pagam o piso nacional aos professores (Gazeta, 17/6), vejo isso como resultado da incoerência contemplada diariamente em nosso país através das ações desenvolvidas por nosso Legislativo e Executivo, corroborada pela ineficácia do Judiciário. Só uma pergunta: quanto ganham os vereadores e os funcionários não concursados?

Adalberto Batisti

Maioridade penal

Discordo do deputado Fernando Francischini (Gazeta, 18/6) no caso da maioridade aos 16 anos. Acredito que a maioridade penal deva acontecer aos 14 anos, senão os criminosos continuarão a usar os menores para cometer as infrações. Quanto a separar o joio do trigo nas cadeias e presídios, não sei até onde daria certo, pois existem menores mais perigosos que adultos.

Alceu Raynor dos Santos

Violência

Violência e mais violência. Até quando? Ou se toma uma atitude radical agora ou seremos um novo Rio ou São Paulo. As autoridades sabem onde estão os criminosos, só não prendem porque não querem e não têm lugar para todos nas cadeias. E o pior, não deixam a população se proteger. A Polícia Federal não emite porte de arma (só para alguns poucos felizardos), mas ao mesmo tempo não vai para as ruas nos proteger.

Paulo Persegani

Cultura

O artigo de Belmiro Valverde (Gazeta, 16/6) é o retrato fiel de onde chegamos com nossa educação sucateada, administrada por governos incompetentes durante anos. Estamos empobrecendo culturalmente e o governo federal ajudou, ao tornar nossa língua "acessível a todos". Não é assim que nos tornaremos mais cultos.

Dionísio Francisco Grabowski

Tatuagem

Sábia decisão da maioria dos deputados que rejeitaram o projeto que proibia tatuagem em menores de 18 anos (Gazeta, 17/6). O deputado que propôs a matéria deveria se preocupar com quantas crianças não estão conseguindo se alimentar, não estão recebendo assistência médica e tantos outros direitos fundamentais que lhes são negados pelos próprios legisladores, os quais são fiscais, mas não fiscalizam nada.

Walter Sidnei Miquelão

Desapropriação

Na Rua Buenos Aires, perto da Baixada, ficava a casa que meu avô construiu e onde viveu a maior parte de sua vida. Meu pai e minhas tias cresceram ali. Vivi minha infância ali. Por ali ficavam meus vizinhos. Ao lado, um clube de futebol que tentou comprar, sem sucesso, aquelas casas. O poder público resolveu ajudar o clube (onde não mora ninguém) e desapropriou toda aquela área, alegando ser para o bem público. O poder público não pensou em buscar outra área, desocupada e do tamanho desejado, para reconstruir modernamente o estádio e deixar o bairro residencial em paz. O poder, no interesse público, preferiu despejar famílias inteiras, a maioria idosos, para doar a área ao clube onde não mora ninguém.

Julio César Caldas Alvim de Oliveira, Florianópolis – SC

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