Em 10/3, o Paraná perdeu o dr. Valfrido Pilotto, uma das mais ardentes expressões do paranismo, que emitiu aos seus conterrâneos, através da tribuna ou na beira do prelo, as convicções de um filósofo que refletia sobre e para o Paraná. Debaixo das vestes de historiógrafo, deixou lições referenciais a todos os que embarcam na maratona da investigação histórica, ressaltando os cuidados que não podem ser colocados à margem quando se está caminhando pelos escorregadios e frágeis caminhos da pesquisa. Enfim, nas diversas áreas do conhecimento humano e no atuar em sociedade, o memorável paranaense posicionou-se sempre como lustre, constantemente a iluminar a Terra dos Pinheirais. Como atento colecionador de raridades históricas paranaenses, possuo diversas obras de sua autoria, todas autografadas pelo autor. Do paranismo brotam lágrimas com a perda do venerando intelectual, semblante que tive a honra de conhecer há pouco mais de um ano, sentindo, pela vibração do emocionado encontro, o espírito culto e jovial que lhe era inerente.
Fabio F. PereiraCuritiba, PR
Combustíveis
Alio-me aos leitores na campanha pela redução no preço dos combustíveis. Pela nossa força e união, conseguiremos fazer alguma coisa contra o absurdo que somos obrigados a engolir, uma vez que o nosso governo está se omitindo.
Joaquim F. MenezesCuritiba, PR
Habeas-corpus
Mais uma vez o STF mostrou que neste país a nossa Justiça não é cega e tem um peso com duas medidas. Concedeu ao senhor Duda Mendonça o seu famoso habeas-corpus. Infelizmente, a nossa Constituição precisa ser mudada onde diz que "todos os brasileiros são iguais perante a lei". Pessoas comuns quando são acusadas não conseguem uma mamata dessas. São interrogadas, Deus sabe lá como, não podem omitir nada senão podem ser processadas. De que lado estão nossos ministros do STF? Da Justiça ou das brechas da justiça. Falar a verdade é uma obrigação ou um paliativo que deve ser conforme a pessoa em questão?
José Carlos Sampaio Dias Curitiba, PR
Cidade limpa
Há muito tempo não via a cidade tão bonita, de dar orgulho mesmo. O Jardim Botânico, o Teatro Paiol, a nova sinalização e o novo asfalto nas ruas. Até os ipês amarelos decidiram ajudar na decoração. Confesso que não entendo os comentários de alguns que acham que a cidade foi enfeitada só para impressionar os estrangeiros dos encontros da ONU. Essa gente não deve ser curitibana. Se fosse, ficaria orgulhosa da cidade que tem. Quando a gente recebe visita, a casa tem que estar arrumada mesmo. E não vamos bagunçar a casa quando a visita vai embora!
Joyce Carvalho Torres, técnica em informáticaCuritiba, PR
Engate 1
Gostaria de manifestar minha indignação com relação à intenção de proibir o uso de engate, estribos e o famoso mata-cachorro nos carros. O problema não está nesses itens; está naquela pecinha atrás do volante. Sou curitibano com muito orgulho, mas em matéria de trânsito nossos motoristas estão cada vez piores. Em vez de gastarem dinheiro tentando aprovar esse projeto-lei de proibição, é muito mais eficaz investir em educação para o trânsito. Cadê os guardas para verificar as inúmeras infrações cometidas nos pontos críticos da cidade. Motoristas dirigindo e falando ao celular; com animais no colo; que não sabem nem os príncipios básicos como dirigir pela direita quando estiver em velocidade abaixo da permitida; sinalizar mudança de faixa, quando ultrapassam em faixa contínua e curva. Esses deveriam ter aulas de direção defensiva e fazer os exames novamente antes de voltarem às ruas. Motoqueiros, então, nem se fala. Acham que podem tudo, depois que se acidentam querem colocar a culpa nos outros ainda. Não custa nada um pouco de bom senso e respeitar as normas básicas do trânsito. Nem aqueles famosos quadrados estão sendo respeitados mais. É uma vergonha termos motoristas tão ruins, e, se não fizermos algo para educar esses infratores e penalizá-los de alguma forma, a tendência é somente aumentar os problemas.
Geferson Schambeck, adm. comércio exteriorCuritiba, PR
Engate 2
Sem pretender criar polêmica, foi de uma imensurável infelicidade a conclusão do leitor sobre o assunto, publicada nesta coluna (10/3/06): "... estética do raciocínio de quem os usa". A respeito da questão "engates e quebra-matos", como sempre tem início na simples cópia do que se faz em outros países, sem nenhuma originalidade e sem que se pondere os níveis da educação e da cultura no país. No que tange à segurança e aos potenciais riscos pessoais e materiais que o uso de tais equipamentos possam causar, alguns cuidados simples podem ser tomados pelas pessoas, tais como: olhar por onde andam; atravessar as ruas nas faixas de segurança para pedestres; e, quando houver equipamento disponível, atentar para que o sinal lhe seja favorável; ao estacionarem seus veículos, não utilizar os pára-choques dos carros estacionados à sua frente e na parte posterior como limites de manobra: antes, devem se habilitar para dirigir; não parar o carro sobre faixas de pedestre e em lugares proibidos (vale reforçar aqui as guias rebaixadas das calçadas); observar as faixas de rolamento das vias, não colocando seu veículo exatamente sobre as faixas indicativas; ao estacionar o carro, utilizar apenas o espaço necessário para seu carro e saída com o mesmo (otimização); ao irem ao supermercado, para não danificar bens alheios, não usar a lateral dos carros vizinhos como batente de porta; após usarem os carrinhos de transporte das suas compras, devolvê-los aos locais próprios em vez de empurrá-los contra os outros veículos estacionados e/ou abandoná-los nas vagas reservadas aos carros; não depositar suas maletas, sacolas de compras e outros pertences sobre demais veículos ali parados; procurar olhar o mundo em que vive com interesse coletivo, buscando horizontes além do seu próprio umbigo; e, por fim, respeitar o próximo. Portanto, educação + cultura + respeito = cidadania.
Antonio Carlos Ferreira de Abreu Trindade, economistaCuritiba, PR
Cães soltos
A respeito da carta de leitora, manifesto minha solidariedade a ela quanto à crueldade dos métodos utilizados para matar os cães. Mas quero alertar também que essas atitudes vêm acompanhadas da falta não só de fiscalização, como de uma certa insensibilidade por parte de uma parcela dos donos, que deixam seus animais latirem a noite inteira (têm hábitos noturnos), não permitindo tranqüilidade para os outros com um dia seguinte improdutivo.
Luiz Ângelo FabianiCuritiba, PR
*****
As correspondências devem ser encaminhadas com identificação, endereço e profissão do remetente para a Coluna do Leitor Gazeta do Povo, Praça Carlos Gomes, 4, CEP 80010-140 Curitiba, PR. Fax (041) 3321-5472.
E-mail leitor@gazetadopovo.com.br.
Em razão de espaço ou compreensão, os textos podem ser resumidos ou editados. O jornal se reserva o direito de publicar ou não as colaborações.



