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Campos Gerais

Ampliação do Parque Guartelá deve multiplicar área protegida e impulsionar turismo regional

Considerado um dos principais destinos de natureza do Paraná, o Parque Guartelá deve ampliar a proteção ambiental e o potencial turístico da região.
Considerado um dos principais destinos de natureza do Paraná, o Parque Guartelá deve ampliar a proteção ambiental e o potencial turístico da região. (Foto: Denis Ferreira Netto/Governo do Paraná)

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A ampliação do Parque Estadual do Guartelá tem o potencial de transformar a unidade em uma das maiores áreas protegidas do Paraná e impulsionar o turismo ambiental na região dos Campos Gerais. O plano prevê expandir a área do parque dos atuais 799 hectares para cerca de 9 mil hectares, além de investimentos em infraestrutura, pesquisa científica e conservação da biodiversidade.

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A expansão faz parte de um acordo firmado entre o governo estadual, o Ministério Público do Paraná e a empresa Klabin, que contempla um conjunto de ações socioambientais e investimentos superiores a R$ 230 milhões. Entre as medidas estão a incorporação de novas áreas ao parque, estudos de flora e fauna e projetos de conservação de espécies ameaçadas.

Segundo o Instituto Água e Terra (IAT), responsável pela gestão das unidades de conservação do estado, a ampliação envolve um processo técnico e jurídico que começa com a declaração de utilidade pública das áreas que serão incorporadas. “Essa fase de incorporação deve levar entre dois e três anos, tempo necessário para realizar o georreferenciamento das áreas e os levantamentos dominiais e ocupacionais, que identificam os proprietários e a situação fundiária das terras”, explica o diretor de Patrimônio Natural do IAT, Rafael Andreguetto.

Após essa etapa, o estado poderá fazer a regularização fundiária e o pagamento das propriedades que serão incorporadas ao parque. Embora a destinação das áreas para conservação comece com o decreto de utilidade pública, a consolidação da ampliação deve ocorrer em um prazo mais longo.

O termo firmado entre as instituições estabelece até 10 anos para concluir todo o processo, que inclui regularização fundiária, restauração ambiental das áreas incorporadas e implantação de infraestrutura para gestão da unidade de conservação.

O parque recebe cerca de 30 mil visitantes por ano. Antes da pandemia de Covid-19, o fluxo chegou a aproximadamente 40 mil pessoas, número que vem sendo retomado gradualmente.

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Além da expansão territorial, o plano prevê melhorias na infraestrutura turística do Parque Guartelá. Em parceria com a prefeitura de Tibagi, a gestão da área aberta à visitação passa a ser compartilhada, com obras previstas para os próximos meses.

Entre as intervenções estão a reforma do centro de visitantes, adequação de banheiros, ampliação da área de recepção e recuperação das passarelas internas. Também está prevista a reconstrução de um mirante com vista para o cânion do Guartelá e a implantação de novos pontos de observação para visitantes.

Outras estruturas devem ser criadas para fortalecer a gestão ambiental da área ampliada, como torres de observação para monitoramento de incêndios e apoio às atividades de fiscalização.

Os estudos de biodiversidade previstos no acordo também vão orientar a atualização do plano de manejo da unidade, instrumento que define regras de uso, conservação e pesquisa científica dentro do parque.

Obras previstas incluem reforma do centro de visitantes, novos mirantes e melhorias nas estruturas de recepção ao público.Obras previstas incluem reforma do centro de visitantes, novos mirantes e melhorias nas estruturas de recepção ao público. (Foto: Denis Ferreira Netto/Governo do Paraná)

Conservação ambiental e desenvolvimento regional

A ampliação também busca proteger ecossistemas raros dos Campos Gerais e fortalecer corredores ecológicos na região. As áreas que serão incorporadas incluem remanescentes de campos naturais e savanas do Sul do Brasil, ambientes que representam apenas cerca de 0,1% da cobertura original preservada no Paraná.

O acordo promete desenvolver projetos voltados à conservação de espécies ameaçadas que dependem desses ambientes. Entre elas estão o tamanduá-bandeira e diversas aves campestres, além do veado-campeiro (Ozotoceros bezoarticus), espécie cuja população no estado é estimada em cerca de 20 indivíduos.

A proposta é de que a ampliação do parque fortaleça a conexão entre áreas protegidas da região, criando um mosaico de conservação que integra o Guartelá a reservas particulares existentes nos Campos Gerais. Além da importância ecológica, o IAT destaca o potencial econômico das unidades de conservação para as regiões onde estão inseridas, especialmente por meio do turismo e de atividades produtivas associadas à preservação ambiental.

“Essas áreas protegidas ajudam a manter a biodiversidade, garantir a qualidade da água e fortalecer atividades econômicas sustentáveis. O Guartelá é uma unidade estratégica para o Paraná e tem potencial para se consolidar como um dos principais polos de ecoturismo do estado”, diz Andreguetto.

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