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Quem passou o período de festas no litoral do Paraná certamente percebeu que a região se tornou um canteiro de obras. Seja ponte ou rodovias, as intervenções que estão sendo feitas prometem transformar a região para moradores e turistas, melhorando o fluxo de veículos e integrando mais rapidamente as cidades litorâneas com o restante do estado.
A principal obra em andamento é a ponte de Guaratuba, que já passou de 85% de conclusão — a previsão é de que ela seja inaugurada em abril deste ano. Apesar de ainda estar em construção, ela já se tornou um ponto turístico para quem atravessa a baía de ferry-boat, com fotos frequentes nas redes sociais.
Quando pronta, a ponte terá 1.240 metros de extensão e contará com quatro faixas de tráfego — duas em cada sentido —, ciclovia e área para pedestres. Com a estrutura, a travessia da baía de Guaratuba será mais rápida e sem filas de espera por embarcações marítimas. O investimento é de R$ 400 milhões.
“É um marco da engenharia conectando todo o litoral paranaense, trazendo mais qualidade de vida para os moradores, facilitando o deslocamento de turistas e proporcionando mais desenvolvimento para toda a região”, afirmou o secretário de Infraestrutura e Logística do Paraná, Sandro Alex.
A fundação da ponte está praticamente concluída e nas próximas semanas não haverá mais vãos, tanto no trecho pré-moldado como no estaiado. As duas seções da parte estaiada, aliás, estão próximas de se encontrarem, praticamente fechando toda a extensão da ponte.
Duplicação da estrada entre Matinhos e Praia de Leste em andamento
Outra das obras em andamento no litoral do Paraná é a duplicação da PR-412 entre Matinhos e Praia de Leste. Em dezembro do ano passado, as obras atingiram 6,5% de execução, mantendo o prazo de conclusão para o primeiro semestre de 2028. O governo do estado está investindo R$ 274,5 milhões na duplicação.
Na primeira etapa, os serviços se concentram principalmente na terraplenagem das áreas que serão as novas vias marginais, o que não está impedindo o tráfego na pista central, bastante movimentada no período do verão. Além disso, estão sendo feitos a implantação do sistema de drenagem e águas e o serviços de sub-bases das novas pistas.
Quando as vias marginais ficarem prontas, o tráfego será transferido para elas, iniciando, então, a demolição da rodovia atual para a execução de um novo pavimento em concreto. Serão 14,3 quilômetros de concreto em quatro pistas — duas em cada sentido —, além das marginais em asfalto, duas pontes e um viaduto no cruzamento da rodovia com a avenida Curitiba, em Matinhos, que substituirá a rotatória no local.

Guaratuba-Matinhos: obra de duplicação começará em 2026
A duplicação da rodovia entre Guaratuba e Garuva (SC) também é uma demanda antiga dos moradores do litoral e dos turistas. Por ser uma alternativa à BR-277, tende a melhorar o fluxo entre Curitiba e localidades do litoral.
Ela está entre as obras que mudarão o litoral do Paraná e custará R$ 254,5 milhões e se estenderá por 12,8 quilômetros entre a rotatória de acesso ao Balneário Coroados, em Guaratuba, — que será substituída por um viaduto — até a divisa do Paraná com Santa Catarina. Será construída uma nova pista, paralela à atual, com duas faixas. E a pista atual será alargada para ficar no mesmo padrão da nova. Haverá também um canteiro central de 2,2 metros entre elas.

A ligação duplicada até Garuva será garantida por um acordo entre o governo do Paraná e o de Santa Catarina, já que são cerca de 19 quilômetros entre a divisa e o entroncamento com a BR-101 — na parte catarinense é a SC-417 que sai da divisa até Garuva.
Esse convênio, que foi assinado entre os governadores Ratinho Junior (PSD-PR) e Jorginho Mello (PL-SC), prevê que o Paraná execute as obras em solo catarinense, como resultado de um acordo de quitação de uma dívida referente a royalties de petróleo que eram devidos a Santa Catarina — a disputa se arrastava na Justiça desde 1991.
“É a união total entre os estados. A obra começa com os projetos nos primeiros meses e entra em execução no segundo semestre, ganhando ritmo e avançando rápido, como aconteceu com a ponte de Guaratuba”, declarou Sandro Alex.









