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Na região da tríplice fronteira

Balsa pode desafogar Ponte da Amizade, mas Argentina ainda não libera operação

Balsa na região da tríplice fronteira foi projetada para transportar até 30 veículos e cerca de 120 passageiros por viagem, com travessia estimada em 20 minutos.
Balsa na região da tríplice fronteira foi projetada para transportar até 30 veículos e cerca de 120 passageiros por viagem, com travessia estimada em 20 minutos. (Foto: Divulgação/Macuco Safari)

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Uma balsa pronta para operar entre Paraguai e Argentina pode desafogar a Ponte da Amizade, principal corredor entre Foz do Iguaçu e Ciudad del Este, mas segue sem autorização para iniciar as travessias internacionais. A liberação depende das autoridades argentinas, que ainda não concluíram a estrutura de fiscalização aduaneira necessária para funcionamento do serviço.

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A embarcação, operada pela empresa brasileira Macuco Ecoaventura e Navegação, ligará Domingo Martínez de Irala (Paraguai) a Puerto Libertad (Argentina) em cerca de 20 minutos, segundo o Ministério de Obras Públicas e Comunicações do Paraguai.

Com a nova rota, motoristas que hoje precisam passar por Foz do Iguaçu para ir do Paraguai à Argentina evitarão um desvio de 120 quilômetros. Atualmente, motoristas que precisam se deslocar entre as regiões de Alto Paraná, no Paraguai, e a província de Misiones, na Argentina, são obrigados a realizar esse trajeto mais longo, passando pelas pontes internacionais de Foz e Puerto Iguazú, o que amplia o volume de tráfego e contribui para congestionamentos frequentes. 

Argentina alega falta de servidores aduaneiros após cortes de Milei

A balsa na região da tríplice fronteira foi projetada para transportar até 30 veículos e cerca de 120 passageiros por viagem. O tempo estimado de travessia é de aproximadamente 20 minutos.

A expectativa é que parte do fluxo de veículos que congestiona a Ponte da Amizade seja redistribuída, reduzindo filas e o tempo de espera na fronteira, bem como custos logísticos e a pressão sobre a infraestrutura viária da fronteira. 

O principal entrave, segundo a imprensa paraguaia, é a falta de servidores aduaneiros argentinos para fiscalização de veículos e mercadorias — resultado de cortes orçamentários do governo de Javier Milei.

No mês de janeiro, autoridades paraguaias e argentinas realizaram uma vistoria no porto de Puerto Libertad, na Argentina, onde a embarcação deverá atracar. O encontro contou com representantes da Marinha Mercante Paraguaia, da Prefeitura Naval Argentina, da Direção Aduaneira e da empresa responsável pela operação.

Sul do Brasil será beneficiado com integração regional entre Paraguai e Argentina

Apesar do avanço nas tratativas técnicas, ainda não há previsão oficial para a liberação do serviço da balsa na região da tríplice fronteira. O prefeito de Puerto Libertad, Fernando Ferreira, afirmou que a infraestrutura física necessária para receber a balsa está concluída, mas depende de autorização do governo federal do país para a liberação de equipes. Ele defende uma solução política para destravar o processo. 

Do lado paraguaio, o município de Irala e o Ministério de Obras Públicas e Comunicações informam que as exigências técnicas foram cumpridas. A avaliação é de que, assim que houver aval das autoridades argentinas, a operação poderá ser iniciada em curto prazo. 

Além de contribuir para desafogar a Ponte da Amizade e a Ponte Tancredo Neves, a nova travessia fluvial é vista como um vetor de integração regional, com potencial para impulsionar o comércio, o turismo e a circulação de pessoas entre o Paraguai, a Argentina e o Sul do Brasil.

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