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Para entender

Como o fim da escala 6×1 pode impactar os custos da indústria no Paraná?

Flavio Furlan, presidente da Faciap alerta para custos do setor produtivo no Paraná. (Foto: Adilson Faxina/Faciap)

O presidente da Faciap, Flavio Furlan, alerta que o fim da jornada 6x1 pode elevar os custos trabalhistas na indústria têxtil em até 22%. O debate ocorre em um momento de expansão empresarial no Paraná, mas com desafios crescentes em logística, inadimplência e novas normas de saúde mental.

Qual é o principal impacto financeiro do fim da escala 6x1 para as empresas?

A mudança pode gerar um aumento imediato nos custos de produção, estimado em 22% para o setor têxtil. Como as empresas precisam manter a operação, esse custo extra com pessoal acaba sendo repassado ao preço final dos produtos, o que pode alimentar a inflação e reduzir a competitividade da indústria brasileira frente a concorrentes estrangeiros, como americanos e chineses.

Por que o endividamento dos trabalhadores preocupa o setor produtivo?

A inadimplência no Paraná cresceu acima da média nacional, atingindo 8,51% em um ano. Para as empresas, o problema vai além do financeiro: trabalhadores endividados sofrem com riscos psicossociais, como ansiedade e falta de sono, o que prejudica o desempenho e o bem-estar no trabalho. O setor defende que falta educação financeira para evitar o uso excessivo de empréstimos consignados.

Como funcionam as novas regras de segurança no trabalho para quem faz home office?

A atualização da norma NR-1 agora exige que as empresas olhem para a saúde física e mental também no trabalho remoto. Não basta permitir que o funcionário trabalhe de casa; o empregador é responsável por garantir que o ambiente tenha ergonomia e iluminação adequadas. O objetivo é evitar doenças ocupacionais e garantir um ambiente saudável, independentemente do local onde o serviço é prestado.

Quais são os principais gargalos logísticos enfrentados pelo Paraná atualmente?

Apesar do crescimento recorde nas exportações, o Porto de Paranaguá e as rodovias do estado estão operando perto do limite. O setor produtivo cobra agilidade na construção de ferrovias que liguem o oeste paranaense ao litoral e defende um diálogo mais objetivo com órgãos ambientais e o Ministério Público para destravar obras de infraestrutura que são consideradas urgentes para o escoamento da safra e da produção industrial.

Como o setor empresarial se organiza para as eleições de 2026?

As entidades que compõem o G7 paranaense estão elaborando um estudo conjunto para apresentar propostas integradas de políticas públicas aos candidatos. As prioridades incluem investimentos em infraestrutura, atenção específica aos ciclos da economia agrícola e o combate ao assédio eleitoral nas empresas, defendendo a liberdade de voto e o debate político saudável sem ameaças ou constrangimentos aos trabalhadores.

Conteúdo produzido a partir de informações apuradas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo. Para acessar a informação na íntegra e se aprofundar sobre o tema leia a reportagem abaixo.

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