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Para entender

Como os prédios históricos de Curitiba revelam a evolução da cidade?

Fachadas de edifícios históricos em Curitiba revelam diferentes fases da modernização urbana e da verticalização da cidade. (Foto: André Nacli/Casa de Arquitetura de Curitiba)

As fachadas de edifícios icônicos no centro de Curitiba funcionam como um museu a céu aberto. Especialistas mostram que construções das décadas de 1920 a 1970 contam a história da modernização paranaense, unindo estilos como art déco e brutalismo em poucos quilômetros de distância.

Qual é a importância da década de 1940 para a paisagem urbana de Curitiba?

Esse período marcou o início da verticalização da capital. Foi quando a cidade começou a se modernizar e a substituir casas por prédios altos, incorporando influências europeias e correntes arquitetônicas internacionais. As construções dessa época mostram o desejo da sociedade de se alinhar aos grandes centros globais, criando uma identidade mais cosmopolita e moderna.

O que são os estilos art déco e modernista citados nas construções?

O art déco, popular nos anos 20 e 30, é conhecido pelo luxo e pelo uso de linhas geométricas e organizadas. Já o modernismo busca uma arquitetura mais 'limpa', sem muitos enfeites ou adereços, focando na função do prédio. Em Curitiba, edifícios como o Brasilino Moura e o Santa Rosa são marcos de transição entre esses estilos, simbolizando uma estética mais funcional e despojada.

Por que o Edifício Brasilino Moura é apelidado de 'balança, mas não cai'?

Inaugurado em 1944, o prédio ganhou esse apelido curioso por causa da solução arquitetônica adotada em sua fachada: a inclinação das janelas. Localizado em uma esquina estratégica, ele foi um dos primeiros a usar vitrais e esquadrias de ferro, símbolos de inovação na época. Até hoje, o edifício é uma referência visual para quem circula pelo centro antigo da capital.

Como funciona o famoso 'termômetro' de janelas do Edifício Santa Rosa?

O prédio possui um conjunto de janelas cilíndricas tubulares de vidro que lembram um termômetro de mercúrio. O apelido carinhoso vem da impressão visual de que a temperatura sobe ou desce conforme as luzes dos oito andares são acesas ou apagadas. Além da estética, o Santa Rosa inovou na década de 40 por oferecer luxos como água aquecida, elevador e espaço para telefone.

Quais outros ícones completam esse diálogo arquitetônico no centro?

A riqueza de Curitiba está na convivência de diferentes épocas. Em um pequeno raio, temos as torres neogóticas da Catedral (1893), o estilo art déco do Palácio Avenida (1929) e o brutalismo do Teatro Guaíra (anos 70). O estilo brutalista, no caso, é aquele que deixa os materiais aparentes, como o concreto, valorizando as formas brutas da construção.

Conteúdo produzido a partir de informações apuradas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo. Para acessar a informação na íntegra e se aprofundar sobre o tema leia a reportagem abaixo.

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