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R$ 42,9 milhões

Curitiba abre licitação para contratar serviço que vai operar câmeras corporais na GM

Adoção das câmeras corporais na Guarda Municipal avança após questionamentos do Ministério Público sobre modelo contratual anterior.
Contratação de câmeras corporais para GM de Curitiba foi questionada pelo Ministério Público. (Foto: Pedro Ribas/Prefeitura de Curitiba)

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A prefeitura de Curitiba abriu uma licitação para implantar câmeras corporais na Guarda Municipal e equipamentos fixos em viaturas da Secretaria Municipal de Defesa Social e Trânsito (SMDT). O valor máximo estimado é de R$ 42,9 milhões, para um contrato de 60 meses, conforme o edital de pregão eletrônico.

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O edital prevê a contratação de empresa especializada para prestação de serviços de captação, armazenamento, transmissão e gestão de evidências digitais, incluindo a custódia das imagens geradas pelas câmeras corporais na Guarda Municipal e pelos equipamentos nas viaturas.

O novo processo ocorre após questionamentos do Ministério Público do Paraná sobre o modelo contratual anterior utilizado pelo município. O inquérito conduzido pelas promotorias de Proteção ao Patrimônio Público apontou que o fornecimento de equipamentos eletrônicos havia sido incluído em um contrato de gestão com o Instituto das Cidades Inteligentes (ICI), cuja finalidade original estava vinculada ao desenvolvimento científico e tecnológico.

Segundo o MP, a contratação direta teria incluído fornecimento de bens comuns - como equipamentos eletrônicos - sem a realização de licitação específica. O órgão também apontou que houve subcontratação para fornecimento dos aparelhos, prática considerada incompatível com o contrato original. Diante disso, foi expedida recomendação administrativa para que a prefeitura promovesse procedimento licitatório regular.

Em nota enviada à Gazeta do Povo, a SMDT afirmou que o novo processo está “em plena realização”, e que o objetivo é aprimorar o uso da tecnologia e ampliar a transparência nas ações da Guarda Municipal. A secretaria informou ainda que o edital está disponível nos canais oficiais de divulgação.

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Segundo a prefeitura de Curitiba, a abertura do pregão eletrônico representa, na prática, a substituição do modelo anterior por um processo formal de concorrência pública. Diferentemente do contrato questionado pelo MP, conforme o município, o novo edital adota o critério de menor preço global e permite a participação de empresas interessadas, conforme previsto na lei federal nº 14.133/2021.

As propostas foram recebidas até 11 de fevereiro, data em que também ocorreu a sessão pública de lances, encerrando a primeira etapa do pregão eletrônico. O processo segue agora para a fase de análise da proposta mais bem classificada e verificação da documentação de habilitação. O contrato terá duração de cinco anos e poderá envolver atualização tecnológica ao longo da vigência.

O edital estabelece exigências técnicas, como comprovação de experiência mínima de dois anos na execução de serviços semelhantes, apresentação de atestados de capacidade técnica envolvendo câmeras operacionais portáteis e veiculares, além de testes práticos dos equipamentos e softwares ofertados.

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Processo eletrônico e estrutura integrada

A solução prevista integra câmeras corporais na Guarda Municipal e equipamentos fixos nas viaturas a um sistema único de gestão e custódia digital das imagens. A empresa vencedora será responsável não apenas pelo fornecimento dos dispositivos, mas pela infraestrutura tecnológica de armazenamento, rastreabilidade e controle de acesso aos registros.

O tema das câmeras corporais na Guarda Municipal tramita na Câmara Municipal desde 2023 e ganhou dimensão política após a atuação do Ministério Público. Com a publicação do edital, a prefeitura formaliza a tentativa de regularizar o modelo de contratação e estruturar, por meio de licitação pública, a implementação da tecnologia nas forças de segurança municipais.

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